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Resources Development Administration

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Mensagem  franco_alencastro Qua Jan 05, 2011 11:30 pm

História

A British Lumber & Exploration, uma pequena empresa de Cardiff, foi fundada por Carlton Banks, um rico dono de mercearias, em 1788. Banks notou a demanda na Europa por madeiras de qualidade e, no intuito de explorar esse mercado, comprou navios e zarpou com uma tripulação de novatos rumo às Antilhas.
O negócio de madeiras refinadas prosperou, e 10 anos depois Banks vendeu suas mercearias para dedicar-se integralmente ao transporte de madeiras exóticas através do Atlântico.
Em 1800, porém, o jogo mudou: a monarquia de britannia encomendou seus serviços; a BL&E transportaria também madeiras comuns através do Atlântico para ajudar à fabricar navios de guerra. Em 1804, Banks criou seu próprio estaleiro e produziu para Britannia uma verdadeira frota. Banks morreu em 1813 como o homem mais rico de Cardiff.
Seu empregado Llewelyn Lewis assumiu a diretoria e teve que atravessar tempos difíceis; o fim da guerra em 1815 significava que a necessidade de navios de guerra não era tão grande.
Em 1823, porém, Lewis tomou um passo significativo: à bordo de um de seus navios, zarpou para a América do Sul, onde se encontrou com o presidente da Grã-Colômbia Simón Bolívar. A este ofereceu vários navios de guerra de qualidade, além de uma soma vultosa para a época-500 libras- e em troca disso a BL&E recebeu uma pequena quantidade de terras na Venezuela. Lewis fixou residência no coração do território- uma floresta densa e luxuriante- e, ao longo de dez anos, ele e seus empregados derrubaram tudo para plantar frutas e legumes variados. A produção eficiente, quase industrial de comida garantiu à BL&E um quase monopólio da venda de alimentos na Grã-Colômbia. Vários pequenos agricultores faliram e foram trabalhar nas plantações da empresa que cresciam e cresciam, gerando um ciclo vicioso. Lewis morreu em 1843, tendo criado um império comercial de sucesso, sem dúvida mais poderoso que a Grã-Colômbia.
A empresa, agora chamada de British-South American Foodstuffs, passou logo à exportar para a Europa, onde as cidades industriais cresciam com rapidez. Sob a direção de Joseph Leonard(1843-1865), a BSAF, assim por ele batizada, modernizou sua frota e adquiriu também minas no interior da Venezuela. Um lote de terras no planalto das Guianas chegou à ser vendido à 2 pence o quilômetro quadrado.
Em 1870, a empresa, originalmente sediada em Caracas, criou uma nova e moderna cidade que abrigaria a sua sede, as moradias de acionistas e trabalhadores. Chamada Capitalism, em 1879 tinha mais de 8 mil habitantes.
Nas décadas de 1870 e 1880, a empresa expandiu ainda mais a sua gama de atividades, cobrindo o território venezuelano de ferrovias, e recebendo grana gorda do governo por isso. Abriu também muitas fábricas de sandalhas, roupas, e o que mais os operários precisassem.
Em 1893, ano da ascensão de Charles Maximilian Rutherford III como presidente, a empresa era a entidade privada mais poderosa do mundo, contando com frotas de centenas de navios. O governo venezuelano fingia que não via esse poder, porque a empresa era grande fonte de receitas.
Nessa mesma década, a empresa cresceu ainda mais, construindo também habitações baratas na Venezuela, Colômbia e Equador.
Em 1900, começou o debate sobre os impostos. A BSAF considerava injusto ter que basicamente sustentar sozinha a economia venezuelana, e exigia uma diminuição de suas obrigações. O debate porém foi sufocado pouco depois, quando grandes quantidades de petróleo foram descobertas na Venezuela. A receita da empresa cresceu mais ainda e ela passou à fabricar carros, tornando-se uma das maiores distribuidoras do mundo.
Em 1909 o debate retornou, com a ascensão do político liberal Gonzalo Lascuraian à presidência da Venezuela. Ele tentou aumentar os impostos sobre o capital e confiscar algumas propriedades da BSAF. A BSAF fez então o que não se julgava possível: desafiou o estado. Milhares de soldados foram subornados e um golpe militar foi feito contra Lascuraian, que foi fuzilado apenas 6 meses após assumir o cargo.
A empresa à partir de então passou à dominar também as economias colombiana e equadorenha, graças ao dinheiro dos impostos que agora era desviado para alimentar a BSAF. Estado e empresa eram agora um.
A BSAF foi em 1911 renomeada British Amalgamated, por conter tantas atividades que qualquer outro nome descritivo seria muito longo.
Na primeira guerra mundial a BA tornou se grande exportadora de tanques e armas de todos os tipos. Prosperou até 1929, quando a crise a derrubou. A sucessão de generais escolhidos à dedo pela BA para governar o país finalmente interrompeu-se com o golpe de 31 de janeiro de 1931. O major Venezuelano Augusto Chorizo realizou uma quartelada e derrubou o governo dos militares; com grande apoio popular, estabeleceu muitas medidas aterradoras aos olhos da BA como um imposto sobre o lucro, férias de duas semanas, imposto sobre a posse de terra e um ensaio de reforma agrária. A companhia, com dinheiro curto, conseguiu apenas o suficiente para realizar um golpe; porém, Chorizo derrotou os mercenários da BA na batalha de Macaraibo. Seguiram-se então os Acordos de Capitalism, então uma metrópole com mais de 120 mil habitantes. Chorizo ameaçou nacionalizar a empresa como medida para resolver a crise; mas o presidente Martin Dannarskjold avisou que, antes que isso fosse feito, a companhia ordenaria aos trabalhadores que demolissem as casas, queimassem as plantações, explodissem as minas e quebrassem as máquinas para que o governo não pegasse nada. Isso e a pressão do governo britannico finalmente fizeram com que Chorizon concordasse em deixar a empresa em mãos privdas, mas não antes de fazer aplicar todas as leis que queria.
Após a desastrosa década de 30, a empresa passou à concentrar-se mais em outros países, deixando a Venezuela às moscas(inclusive deixando Capitalism para se estabelecer em Cartagena, Colômbia), amargando a própria incompetência administrativa. A fabricação de armas na Colômbia e Austrália durante a Segunda Guerra foi uma virada, e a BA voltou a crescer. Exportou o modelo de seu experimento venezuelano para vários lugares do mundo, controlando grandes quantidades de recursos naturais na África e América do Sul e aproveitando-se da prosperidade nas décadas de 50-60.
Em 1973, a empresa foi renomeada British Resources Development por concentrar suas atividades no manufaturamento de recursos naturais, mas largou o "British" em 1974 após finalmente perceber que não era propriamente britannica desde sua fundação. Tornou-se então a Resources Development Administration. Seu CEO da década de 70, François Haubert, foi um dos primeiros à apostar no computador e televisão à cores, abrindo fábricas na Ásia à baixo custo. Com o acerto de sua previsão, a RDA recuperou o posto de maior empresa privada do mundo em 1978.
Enquanto isso, após um breve período dourado por causa do súbito aumento dos preços do petróleo nos anos 70, a Venezuela amargou uma crise pela pouca diversificaçã de sua economia na década de 80-início da década de 90. O novo presidente, Marlón de Lozada, neoliberal de carteirinha, considerava a entrada de capital externo a única maneira de salvar e diversificar a economia venezuelana. Os Acordos de Caracas(agosto de 1991) viram o retorno da RDA para a Venezuela, sob a condição de várias vantagens, como a abolição dos impostos e dos sistemas de saúde e previdência públicos. O mercado se encarregaria dessas necessidades. Assim, ao longo da década de 90, a RDA impôs seu controle sobre a Venezuela, comprando todo e qualquer negócio e toda e qualquer parcela de terra que fosse comprável. O estado venezuelano, sem receber impostos, progressivamente se endividou, também com os maiores gastos com segurança pois a violência nesse período(1991-1999) cresceu 137%, por causa da crescente desigualdade social.
Finalmente, em 1999, a dívida atingiu 100% do PIB e os próprios juros eram tão altos que o governo não tinha como pagar. a RDA, principal credora, ofereceu-se para anular a dívida caso a venezuela embarcasse num "novo e excitante projeto". Logo foi revelado o que era esse projeto: o governo venezuelano na verdade venderia sua autoridade sobre o território em troca do perdão das dívidas. O novo presidente Carlos Guzmán hesitou mas a euforia de sua equipe econômica finalmente o convenceu a entregar o cetro da nação em 31 de dezembro de 1999. A RDA tornava-se a primeira empresa à governar uma nação desde que a Companhia das Índias Orientais subjugara o subcontinente indiano um século e meio antes.
A RDA logo se tornou a empresa mais competitiva do mundo, tendo abolido o salário mínimo e privatizado desde as ruas até a água. Em uma espécie de efeito dominó, o Equador e Colômbia, mergulhados em dívidas e no crime organizado por não conseguirem competir com a RDA, aceitaram federar-se ao paí em abril de 2001. Falava-se de "convergência", de "mercado global", de "concentração competitiva", mas talvez a palavra Anexação seja mais adequada.
A RDA, logo, subjugou a República Dominicana, invadindo-a junto com várias outras nações em setembro de 2005 após ela dar calote na sua dívida externa. A ilha até hoje vive os efeitos da guerra e é uma terra de ninguém com pequenas ilhas de prosperidade.
Por fim, em janeiro de 2010 um terremoto no Haiti foi resolvido pela RDA, que reconstruiu casas e forneceu ajuda humanitária para os haitianos. Como o Haiti não pode pagar sua dívida, foi logo absorvido pela RDA com pouca resistência.
A RDA, sem ser propriamente uma nação, tem conquistado cada vez mais nações graças ao seu método implacável de conduzir negócios.

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Mensagem  franco_alencastro Qua Jan 05, 2011 11:30 pm

(o país ocupa o lote 12)

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Mensagem  URS Qui Jan 06, 2011 11:29 am

Bem vindo ao fórum!

Uma nação empresa, vamos lá ver como isso vai funcionar.

Falaste no lote 12 que é na Ásia, mas mencionaste países sul-americanos e o lote 2 é que é na América do Sul, de certeza que não te enganaste?

Já agora que nação usas no nationstates?
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Mensagem  Rokolev Qui Jan 06, 2011 11:53 am

Bem vindo.


Um aviso, o que se passa no mundo real (tal como as suas nações) não representam o que aqui se passou. Por exemplo, "Venezuela, Colômbia e Equador" são países que aqui não existem.
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Mensagem  Portugal Qui Jan 06, 2011 8:00 pm

Pode-se e tentar fazer uma aproximação com a realidade... Eu pelo menos tento encaixar a realidade no RP e subverter-la Smile É possível, e é engraçado...

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Mensagem  Rokolev Qui Jan 06, 2011 8:13 pm

Sim, eu também tento, por exemplo na história da comunidade grega da Crimeia falei das invasões Hunas, Turcas, Mongóis, etc.. mas contrariamente ao acontecido na realidade, em que estes foram bem sucedidos e deixaram uma marca na zona (mesmo genética). Aliás, há quem diga que as feições mais mongolóide (de Mongol, e não deficiente) em algumas populações do Leste da Europa foi resultado disso mesmo.
No meu país, no entanto, dado que estes povo não tiveram sucesso nenhum cá, a sua marca histórica e genética foi totalmente irrelevante.
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Mensagem  Portugal Qui Jan 06, 2011 8:18 pm

Opah eu com o pessoal que ocupa a "América Latina", negoceio sempre, se no passado poderiam ter sido colónias de Espanha/Portugal... Tipo até á década de 20 do século XIX.

O caso de Cuba foi resolvido com o Kalmar da seguinte maneira... A famosa guerra Hispano Americana, foi na verdade aqui no RP a guerra Hispano-Kalmarense... ^^

Ou seja, factos reais também podem ser moldados...

A obra prima disso, é sem sombra de dúvida a "construção do Estado" de Spkmy! Smile

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Mensagem  Rokolev Qui Jan 06, 2011 8:26 pm

Exacto, mas eu acho o caso da Europa é mais melindroso, a verdade é que nós todos nos baseamos muito nos actuais países ocidentais por ser isso que somos. Alguém que queira fazer um país à imagem de uma França, Alemanha, Suíça ou Itália (entre outros), estará sempre condicionado porque, teoricamente, esses países já existem. Daí eu ter subtilmente passado a influencia do meu país de França para o Quebec. Neutral
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Mensagem  SpMky Sex Jan 07, 2011 3:49 am

Portugal escreveu:Opah eu com o pessoal que ocupa a "América Latina", negoceio sempre, se no passado poderiam ter sido colónias de Espanha/Portugal... Tipo até á década de 20 do século XIX.

O caso de Cuba foi resolvido com o Kalmar da seguinte maneira... A famosa guerra Hispano Americana, foi na verdade aqui no RP a guerra Hispano-Kalmarense... ^^

Ou seja, factos reais também podem ser moldados...

A obra prima disso, é sem sombra de dúvida a "construção do Estado" de Spkmy! Smile

Eu lembro-me da ajuda que deste na criação da história Wink

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Mensagem  Portugal Sex Jan 07, 2011 11:39 am

OOC: Epah tipo... É que o teu caso é a conjunção de desejos do tempo e projectos antigos de iluminados europeus Smile

Lindo simplesmente... Cool

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