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Os dias nos dominios da Casa de Bragança

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Mensagem  Portugal Seg Mar 28, 2011 3:32 pm

As Armadas de Espanha reúnem-se em Cádis, para começarem a embarcar soldados para as "Índias Ocidentais". Perante o mundo as tropas destinam-se ao Vice Reinado da Nova Colômbia, mas na verdade, são para irradicar o Estado comunista polesano. Centenas de Requetés estão prontos para a "cruzada contra o comunismo", estão com a moral ao máximo e com uma sede de sangue sem precedentes. A bordo os jesuítas pregam contra o comunismo, e afirmam a sua missão libertadora na América aos soldados, livres do "ateísmo livres do totalitarismo que esmaga as almas" assim pregam os jesuítas. Nos navios, regressa de novo as velhas insígnias do tempo de Carlos V, a cruz de borgonha, um símbolo do poder imperial de Espanha, que relembra a todos os espanhóis o "Siglo de Oro"...

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A coroa portuguesa atinge uma popularidade sem precedentes em Espanha, os "réis de Portugal devolveram a glória a Espanha", comentam muitos dos populares por Espanha fora. Os Carlistas vencem definitivamente o Falangismo, que de momento não passa de um espectro dos anos 30/40 espanhóis do século passado...

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Mensagem  Portugal Qua Abr 06, 2011 1:04 pm

Desde a morte de D. Guilherme I, conhecido por "Guilherme o Conquistador", que a oposição começa a emergir das sombras. E sabido que Portugal e Espanha são democracias, contudo bem "musculadas". Comunistas, Republicanos, Anarquistas, Fascistas e Nacionais-Socialistas, são perseguidos violentamente. Resumindo tudo que seja uma ameaça directa a coroa, ou soe a radicalismo é vitima da mordaça régia.

Os liberais emergem das cinzas, após quase um século de obscurantismo, devido á "coalização monárquica" pós 1917. Fala-se na Carta Constitucional de 1826 e na Constituição de 1822, em parte devido á influência do Brazil e da sua constituição. Estes liberais dizem entre os dentes que "Portugal regressou ao absolutismo", sendo o "Saudosismo" o novo nome para "Miguelismo".

Mas de longe, pois os liberais não passam de "oposição de salão", são os republicanos. Os republicanos estão organizados numa estrutura política, são perigosos, e não se coibem de usar a violência para obter o poder. Inclusive usam da violência para atacar os seus concorrentes comunistas, estando uma guerra aberta no sub-mundo da politica portuguesa entre comunistas e republicanos, que se odeiam mutuamente.

A Guerra Colonial, entre 1961 e 1974 foi a prova de fogo a Portugal e em especial á monarquia. Com as colonias em guerra, o mundo de costas viradas para Portugal, com uma Espanha virulenta e um Franco imperial em guerra com a Grã Bretanha, Portugal estava sozinho no mundo, com embargos internacionais da SDN decretados contra si. Pelo país a agitação republicana era danosa, mas descoordenada pois havia rixas constantes com os comunistas, a 25 de Abril tentou-se o impensável... Um golpe de Estado promovido pelos Republicanos, que por pouco quase conseguiram o poder. A revolta foi esmagada graças á chegada á capital das Ordenanças, e uma troca de tiros ainda violenta... Os republicanos, soldados republicanos e oficiais republicanos, foram cruelmente castigados e a maioria fuzilada, apenas os civis foram condenados a prisão prepétua, em Moçambique...

Em 1974 Portugal vence a guerra do ultramar, por desgaste dos guerrilheiros, falta de meios deles e desmoralização, aliada a uma campanha virulenta dos governos coloniais. Sem apoio, ou com apoio escasso dos países Socialistas, cairam no desamparo. A URS tinha perdeu a sua única chance, de mudar o século XX para sempre...

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Mensagem  Portugal Qui Abr 21, 2011 1:28 pm

O Reino de Portugal e Algarves pela primeira vez na História, sobe a 2ª Potência Mundial. Desde a década de 70 com a derrota dos movimentos independentistas, que Portugal teve a sua prova de fogo sobre o seu poderio a escala global. Venceu quando todos colapsaram, e ainda absorveu a Espanha que vinha desgastada por uma guerra intensa contra uma Grã-Bretanha socialista.

Analisando mais profundamente o Reino, visto que Espanha e Portugal ideologicamente agora estão em sintonia, apesar das suas versões do Integralismo, nenhum dos dois têm uma consciência global ou globalizante. São dois países fechados sobre o espaço ibérico, e suas respectivas colónias. O único mundo exterior que conhecem são os seus aliados. Há então uma política de "cartelismo", e uma consciência de bloco. Enquanto a IS, tem por motor uma ideia, o socialismo e o seu internacionalismo, e a vontade de espalhar essa ideia pelo mundo, o Integralismo nas suas versões ibéricas, o Saudosismo (Portugal) e o Carlismo (Espanha), são ideologias marcadamente nacionalistas e de aplicação prática apenas nesses dois Reinos. O Saudosismo talvez seja aquele com uma ideia mais global, mas com uma visão etnocentrica do mundo, em que Portugal seria a "Luz dos Povos", marcada por um caracter messiânico e profético. Contudo, tal conceito está redondamente deturpado, por má interpretação dos políticos, que acabam por interpretar "Era Lusíada" como o "triunfo de Portugal, sobre todos os povos" levando a que Portugal seja o último representante mundial da "Política do Couraçado" vitoriana, acabando os portugueses e espanhóis por seguir as politicas coloniais e imperiais do velho Império Britânico do século XIX. E não é nada descabido de senso, já que os políticos portugueses sem o saber, se comportam como políticos vitorianos...


Portugal passou a nível internacional de "soldado da Inglaterra", a "General dos Aliados". Posição que o português, e o espanhol não sabem lidar, precisamente pela ausência de uma "consciência global", que é toldada pelo nacionalismo enraizado culturalmente nos povos ibéricos. Nacionalismo básico, que deriva da ânsia dos povos ibéricos de encontrarem a sua identidade perdida no século XIX, e interpretam por progresso o regresso á glória dos Descobrimentos, e dos seus grandes impérios ultramarinos. Ou seja, os espanhois e portugueses são crentes em "Eras Douradas", e os "Descobrimentos" são as eras douradas deles. São conceitos que têm como tributário mais uma vez o Neo-Romântismo, corrente intelectual que impera sobre os dois Reinos, e que serve de substrato intlectual e que coloniza o imaginário dos ibéricos, isto é se não os hipnotiza. Pode-se afirmar que os finais do século XX e os inicios do século XXI a Peninsula Ibérica, vive em transe, quase como uma tribo índia da Amazónia tentanto contactar com os antepassados para pedir conselhos para o futuro. Deita-se fora tudo que é estrangeiro, pois é "mau e não é nosso"...

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Mensagem  Portugal Ter Abr 26, 2011 3:04 pm

Com a derrota de Triestin, chegou ao Reino o auge da chacota ao comunismo. O comunismo, é agora pintado em tudo que é lado como uma ideologia de "lunáticos, e doentes mentais", para além de tentar expor ao ridículo o comunismo.

Os dias nos dominios da Casa de Bragança - Página 6 Com103

Velhos cartazes britânicos, são ressuscitados, e tirados aos milhões e colados nas paredes, esquinas, cantos, árvores... Pintam os comunistas como rebarbados, gente que está no exército só para poder ter sexo. A escolha do cartaz é inteligente, para os católicos acérrimos, os comunistas não "passam de pervertidos" com instintos "animalescos", para os menos religiosos, e mais adeptos da filosofia do "macho latino", os soviéticos são tidos como uns frustrados que "não comem nenhuma gaja", ou seja, são quase tidos como maricas. Portanto, quer para as duas "lentes", a católica e a mais profana, o cartaz serve perfeitamente. Os párocos chegam ao ponto de permitir colar tais cartazes nos corta-ventos das entradas das suas igrejas, independentemente da nudez quase explícita do desenho...

O comunismo em Portugal, e na Espanha, atingiu o que os britânicos diriam o "fundo do barril", chegando mesmo até Garcia Pereira a perder as eleições para Juiz Ordinário(Presidênte da Câmara) de Odivelas para os Nacionais-Sindicalistas (extrema direita)...

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Mensagem  Portugal Ter Jun 21, 2011 1:16 pm

O Carlismo em Espanha, radicaliza-se de uma forma drástica. Os Carlistas passam além de tradicionalistas e ultra-montanos, podem ser definitivamente classificados de fundamentalistas católicos, equiparados a fundamentalistas islâmicos. Em Portugal, reflecte-se mais na sociedade, mas de uma via mais tradicionalista, com mais cerimónias litúrgicas, e o regresso das missas barrocas. Vive-se em Portugal o esplendor das Santas Casas da Misericórdia, muito maior que o anteriormente visto. As Santas Casas literalmente tratam de forma eficaz a segurança social do Reino de Portugal isto para não dizer literalmente, e o Estado por tendência se desculpabiliza de tal matéria, dor de cabeça constante... Apenas tem de se preocupar com certas pensões e tensas...

O Falangismo em Espanha, vive dias de miséria... Até a Igreja está contra ele, e há padres que nos seus sermões já os chamam de "Anti-Cristos".

Espanha volta-se a afirmar no mundo como a super-potência da espiritualidade cristã. E D. Afonso XIV assume-se quase como um Carlos V, bastante amigo do Papado, e como o Lugar-Tenente do Papa a comandar as forças da cristandade.

Há um clima evidente de cruzada, e crispação religiosa na Península Ibérica, e qualquer ofensa á religião, e tido como um crime que deve de ser punido sem misericórdia.

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Mensagem  Portugal Qua Jun 29, 2011 1:53 pm

A alteração da bandeira espanhola, tem motivos torpes por detrás da mesma. É da tradição dos Carlistas, usarem e abusarem literalmente da "Cruz de Borgonha". Desde o seu mais remoto passado que a usam nos seus Terços de Requetés (unidades militares carlistas), e quase toda a simbologia carlista gira em torno da Cruz de Borgonha, grande simbolo de Espanha, e especialmente usado por Filipe II, monarca que representa imenso para os Carlistas, e até mesmo Falangistas.

Como simbolo Carlista, e querendo representar o novo poder e conceito do mundo e de Espanha, ao mundo a Espanha, e como atitude de afirmação do poder Carlista, estes não se pouparam a esforços para abater a "Bandeira Fraquista" como uma atitude de razuração do passado Franquista, inimigo visceral recente do Carlismo.

Muitas coisas separavam os franquistas/falangistas dos Carlistas, mas muitas coisas os uniam também. Os Carlistas com uma luta de mais de 150 anos pelo poder em Espanha, chegam finalmente ao poder, e têm Espanha em suas mãos. A sua raiva aos nacionais socialistas de Ulrich é descomunal, e a Franco também, e para tal preve-se inclusivé uma mundança nos uniformes militares, pois tais uniformes causam azia aos Carlistas. Provavelmente adoptarão uniformes ao estilo françês clássico como os portugueses usam, por influência militar dos portugueses.

A Águia de São João manteve-se como mais alto simbolo representativo dos Reis Católicos, e pela simbologia associada á Águia e a São João Evangelista, apóstolo que se esforçou imenso pela propagação do cristianismo, assumindo-se deste modo a Coroa Espanhola e os espanhois, como fieis e devotos apóstolos do século XXI...

Facto é, o Carlismo é moda em Espanha, e tem Portugal e o seu regime saudosista como icon internacional.

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Mensagem  Portugal Ter Jul 05, 2011 1:41 pm

O Reino continua alheio ao que se passa no mundo... As convulsões políticas no Brasil, ás politiquice na Escócia que mexem com a Bretanha, e acima de tudo aos Liberais que planeiam um golpe de estado na Grã Bretanha. São os frutos de um Rei fraco, o "Sacristão" como lhe chama o povo... Ou as más línguas "O Rato de Sacristia"... D. Afonso VIII mostra-se um rei apagado, despido de energia. O seu irmão mais novo D. Filipe continua em Vidago, e converte o Palace Hotel num autêntico bastião de Nacionais Sindicalistas e Falangistas... Aquele hotel respira "fascismo" por todas as paredes.

O Reino perde-se em episódios de soldadesca nas colónias, que se convertem em autênticos entretenimento para os militares, quer portugueses quer espanhóis. Entretidos com a guerra, pensam em tudo, menos na política...

Talvez os únicos que se preocupem com uma questão internacional ainda sejam os Carlistas, que vêm os seus "irmãos escoseses" oprimidos por uma "herege" (Meredith I). Mas é coisa de pouco eco, porque Vidal não se atreve a resfolgar contra a Bretanha, apesar de ser a sua vontade dar murros na secretária de Chamberlain e abanar o trono de Meredith... Mas sabe bem que Corte Real coloca-lhe travão...

Assim se vivem os dias no mundo Hispânico, sempre fechado sobre si quando não arranja "inimigos fantasma" no exterior. O isolacionismo ibérico é mundialmente conhecido, não por vontade política, mas das gentes... E continua na melhor forma do mundo. Portugueses e Espanhóis vivem o seu mundinho... E quando há parcelas territoriais que são adicionadas a esse mundinho, como o caso das Guianas, lá tem que ser como na Peninsula... Ou então há problemas.

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Mensagem  Portugal Qua Set 21, 2011 12:17 pm

Em Portugal pela primeira vez, desde a queda do anterior regime, realizam-se Cortes, com o título de "Congresso Nacional" com deputados provisórios das províncias para definir os novos contornos políticos da nação, até as eleições gerais.

A discussão foi extremamente acesa, com os deputados a debaterem ideias, propostas, reformas, extinções... Tudo no maior clima de revolução.

No que respeitou á política internacional, a Republica de Centric foi extremamente atacada pelos deputados, nomeadamente com acusações de haver "gente que está a tentar recuperar o legado de Ulrich" e de que "há muito boa gente ali aparentada politicamente com os idolatradores da tirania (integralistas/Carlistas)", referindo-se especificamente aos integralistas e Nacionais Sindicalistas.

Contudo não passou de conversa fiada de deputado...

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Mensagem  Portugal Dom Set 25, 2011 4:40 pm

As Cortes mostram-se radicais quanto ás medidas, e nem se importam se irá haver choque da população... Ressuscita-se de novo o Código Administrativo de 1836. Vive-se um claro período de apanágio e revivalismo do ideário político constitucional oitocentista. Uma comissão de deputados oferece-se para rectificar o Código Administrativo que irá deitar por terra o velho sistema de 1922, o "Regimento da Administração", que pendor ultra-tradicionalista, apesar de comprometido com as ideias liberais.

Os dias nos dominios da Casa de Bragança - Página 6 Img417

Contudo a discussão está extremamente acesa... Há os descentralizadores, que apoiam a solução de 1836 preconizada por Passos Manuel, como por exemplo o Dr Osório e o Brigadeiro Corte real, e em compromisso com as tradições nacionais. Depois há a ala mais radical, composta pelos "Neo-Bonapartistas" que pretendem um choque cultural, e um centralismo estatal centrado na figura do Soberano Congresso (Parlamento), e que os Municipios sejam despidos de poder. Essa solução criará imensos problemas a nível local com as populações, pois haverá resistência, e agitação... Contudo os "Neo-Bonapartistas" pouco se importam com a reacção, e evocam que "isto é uma Revolução", e que "há quebras e rupturas com o sistema para o reformar". Já os Neo-Setembristas moderados, como Corte Real afirmam que não houve "Revolução"... Mas "Evolução".

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Mensagem  Portugal Qua Nov 09, 2011 12:08 am

De Espanha e Portugal nem uma reacção face a morte de Karl Larenz, tanto que se chega ao ponto de nem sequer enviar as condolências. Cheirava a extrema-direita, e isso bastou para colocar os executivos constitucionais em estado de azia latente.

Por seu turno a Falange mais uma vez deita as mãos a cabeça... Larenz poderia ser uma hipótese de regresso aos modelos da extrema direita que iriam contrariar o liberalismo clássico e revolucionário dos constitucionalistas ibéricos.

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Mensagem  Portugal Sex Dez 09, 2011 7:55 pm

A Junta do Supremo Governo vendo que a crise política começa a abrandar e os portugueses estão mais consciencializados, apesar de largas franjas da sociedade estarem contra, da restauração da Constituição de 1822, começa a projectar as eleições com vista a formar o Soberano Congresso (Cortes... Parlamento...).

Os pasquins, e jornais integralistas, criticam severamente as intenções da Junta do Supremo Governo, acusando os "Chiões" de estarem muito "americanoides". Um dos jornais mais radicais do integralismo, o "Alma Lusa", chega mesmo a achincalhar Corte Real dizendo "se não gosta de Portugal, vá viver para os Estados Americanos, viver aquele projecto gorado de nação que tanto idolatra... Mas que leve atrás de si toda a chionisse que infesta Lisboa e o Reino, pois nossos ouvidos não aguentam mais o chiar da sua vil propaganda!".

Entre violentas trocas de palavras, que animam a política portuguesa, que opõe "Chiões" (Neo-Setembristas) a "Queimados", a vida decorre na normalidade... Com algumas cenas de pancadaria e tiros esporádicos entre civis, ou civis e autoridades...

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Mensagem  Portugal Ter Dez 20, 2011 12:55 pm

Nas "profundezas" da Junta do Supremo Governo do Reino, que em breve com as eleições entregará o poder ao "Soberano Congresso" (Parlamento). Sabe-se bem por quem serão as preferências do rei...

Para forçar o Rei a escolher entre os deputados, os Secretários de Estado (Ministros), os liberais estão com um plano maquiavélico. Recrutaram imensos acessores de campanha norte-americanos, conhecidos por serem extremamente aguerridos, e ainda vários brasileiros, também conhecidos pela sua genialidade em criar chavões e motes. Com esta extensa equipe americana, pretendem conseguir convencer o povo a votar no partido liberal. Até agora a "Educação", grande preocupação do português, está a dar pontos aos liberais. E a política, extremamente amistosa com a Igreja, apesar de haver clivagens com o Cardeal Patriarca (opisição), que por sua mão já tinha excomungado todos os liberais, os liberais continuam a ter o apoio de importantes vultos cléricais nomeadamente o do Bispo do Porto, e a total neutralidade do Arcebispo de Braga, Arquidiocese conhecida pelo seu excessivo conservadorismo e tradicionalismo. O Bispo de Viana do Castelo também deu sua benção aos liberais.

Já Lamego, contra todas as expectativas dos integralistas, colocou-se do lado dos liberais, causando a ira do Cardeal Patriarca que o acusou de "traidor", devido ao facto de Lamego, ser um símbolo da legitimação do poder régio português, devido ás cortes de Lamego, as primeiras que alguma vez se fizeram em Portugal.

Os meios intelectuais, continuam extremamente hostis ao Liberalismo, tecendo duras criticas ao sistema. Inclusivé autores famosos como Fortunado Pinto, conhecido escritor Neo-Romântico a nível internacional pelos seus romances extremamente complexos, conhecido e laureado como o "Filho Literário de Camilo de Castelo Branco", redigiu um romance com o nome "O Cabo Sérgio", que é uma pesada e dura critica a Corte Real. O Cabo Sérgio, é um militar da província, que sobe a pulso no Exército, e toma no Exército... o gosto pelo poder. Sendo capaz de atropelar tudo e todos para obter o poder, sub a capa de um "homem honesto", inclusivé abandonar o seu amor de vida, Carolina Pereira, quem sempre amou, para obter a sua ânsia de poder casando-se com uma filha de um poderoso magnata, só para obter capital e influência para o apoiar. O Cabo Sérgio, chega a Secretário de Estado do Reino, mediante golpes e corrupção, e inaugura um regime político "contra-natura" à cultura portuguesa (Liberalismo). Começa por subjugar a nação, debaixo da "Ditadura da Liberdade", e depois vendo que conseguiu na nação, quer ser o "filho pródigo da Liberdade", pretendendo instaurar o Liberalismo no mundo, iniciando campanhas violentas diplomaticas, que degeneram na 3ª Guerra Mundial. No final, com o país na ruína, completamente invadido pelo bloco socialista e Carolina Pereira morta num bombardeamento, é que compreende que foi a ruína da sua vida e a ruína de um povo. Chegando á conclusão... Que toda a sua vida não fez sentido, colocando-se à frente de dois soldados starianos, e gritando-os para o matarem, "pois é demasiado covarde para o fazer".

A obra em si, é uma critica extensa ao "Neo-Bonapartismo" dos sectores Liberais mais radicais, que são belicosos e idealistas. E causou já imensas criticas por parte de Liberais...

Um facto é, Corte Real e Osório ficaram extremamente seduzidos com o facto de um relatório da SDN ter apresentado Throndheim como o país do mundo com maior consumo de droga. Na cabeça de Corte Real e Osório... Sendo todos drogados, é guerra fácil, e acabava-se com os problemas das drogas a entrarem na peninsula de uma vez por todas...

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Mensagem  Portugal Qua Dez 21, 2011 5:00 pm

Uma onda de "anti-centric" varre a Península Ibérica...

Em Portugal o "anti-centrismo" está ao rubro, e os "fantasmas da guerra" são alvo de exorcismo e regressam de novo. A comunidade portuguesa do Brasil é acicatada á revolta contra os "nazistas", e há diversos apelos para que apelem ao Imperador apoio a Portugal contra os "nazistas".

Na televisão, uma série de filmes são novamente colocados, como "São Miguel Mata o Dragão", filme de inspiração cristã, e critica ao nazismo. "Os 12 de Inglaterra", cuja temática ronda um grupo de comandos portugueses treinados pelos ingleses para causar o caos na UPA, "Eu Estive Lá", um filme de drama e acção sobre o cerco de Berlim que roça quase o triller de terror, nomeadamente pelo excessivo detalhe dos corpos esquartejados e o excesso de realismo. "Bom dia Sr. Müller", é o favorito dos portugueses, pois trata-se de um romance passado em Goa, e conta a História do assalto ás Flores, e a sua (re)conquista a centric.


Última edição por Portugal em Qua Dez 21, 2011 6:12 pm, editado 1 vez(es)

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Mensagem  Centric Qua Dez 21, 2011 5:09 pm

ooc: o comunicado era secreto

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Mensagem  Portugal Qua Dez 21, 2011 6:12 pm

OOC: Corrigido Smile

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Mensagem  Portugal Qua Dez 21, 2011 7:36 pm

Os Liberais com uma agressiva campanha publicitária, devido á acção de assessores brasileiros e americanos, conseguem ter uma grande massa de apoiantes. Campanhas bem no interior do país, e nomeadamente uma postura de "aliar tradição e modernidade" tem sido a chave para serem bem recebidos. O que mais atrai o povo nas medidas liberais são as propostas da economia, e uma política externa de "fortaleza" e de não agressividade. Os "Falcões" Liberais sabem bem medir as palavras ao contrário dos Integralistas, que eram mais explícitos, e sempre com um discurso a roçar a "Expansão Ultramarina". Os Liberais estudaram bem as "lições da Rainha Vitória", e a política do couraçado prepetua-se, para gáudio dos portugueses, a diferença está nas palavras usadas e nas alturas em que se aplica.

As sondagens indicam que os Liberais poderão ter quase 30% do Soberano Congresso... Mas exige-se mais esforço na campanha... As boas relações, aliás espectacularmente excelentes com Espanha, motivada pela cooperação dos dois reinos, atrai muito os portugueses. E ainda mais a proposta de findar os passaportes para entrar na Espanha, coisa que os portugueses sempre detestaram e os Integralistas sempre teimaram em manter.

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Os dias nos dominios da Casa de Bragança - Página 6 Empty Re: Os dias nos dominios da Casa de Bragança

Mensagem  Portugal Qui Dez 22, 2011 3:51 pm

As eleições correm extremamente violentas, e quase agressivas entre os Liberais e os Integralistas. É um braço de ferro em que todos se munem de todas as artimanhas ao seu alcance para vencer. Mais três partidos surgem no panorama, o MRPP, conhecido pela inclinação Estalinista, retoma á corrida por Odivelas, tentando Garcia Pereira que o operariado da cintura industrial de Lisboa vote nele, o que será dificil visto que os "barbudos" (operários neo-setembristas" devido ás suas longas barbas que ostentam como "acto político") levam atrás de si massas, muitas delas outrora afectas ao Republicanismo. O Partido Republicano Português continua banido e proibido de concorrer a eleições, devido a uma "coalização" entre Liberais e Integralistas. Ninguém quer as "personas non gratas" de Portugal no poder, e continuam riscados das listas. De facto, os republicanos muitos não ficarão orfãos, os moderados e os conservadores vêm no "neo-setembrismo" um "Republicanismo sem República", e de facto a esmagadora maioria dos ideais neo-setembristas são os mesmos que os dos Republicanos, apesar dos neo-setembristas e republicanos cuspirem na cara uns dos outros sempre que se cruzam. O PCP, emerge das sombras, onde desde a repressão feita por D. Afonso VII no pós 2ª Guerra nunca mais se erguia. E surge o Partido Socialista Português (linha URS), liderado pelo Catedrático de História da Universidade de Coimbra, o Professor Doutor Eduardo Damasceno, e é pautado por um socialismo pacifico, em que Damasceno surge que o socialismo se adapte à cultura do povo para vingar. Muitos, de escárnio, chamam-lhe o "Integralista Socialista", coisa que não irrita Damasceno. Contudo, PCP, MRPP e PSP são partidos completamente marginais, que as sondagens apontam sempre, na melhor das hipóteses, 0,1 % dos votos...

Os grandes candidatos de peso são, o Partido Liberal (Neo-Setembrismo), o Partido Realista (Integralismo Lusitano), e o Partido Republicano Português que opera nas sombras, sem dar a cara, mas os candidatos concorrem livremente.


Por seu turno... Corte Real e companhia já planeiam uma "Caça ás Bruxas" ao estilo americano, promovido na década de 50 por MCartey, uma espécie de ídolo de defesa do Estado por parte dos Neo-Setembristas. As vitimas serão os comunistas, socialistas e republicanos. Já se planeia arranjar "inimigos do Estado", o problema... É como reprimir os Integralistas... O seu "curriculo" é limpo, e no mundo não são ameaça como o Bloco Socialista...

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Mensagem  Portugal Sex Dez 23, 2011 4:49 pm

Um ambicioso plano para aniquilar o Partido Republicano começa a ser posto em marcha pelos Liberais. As memórias do 5 de Outubro de 1910 ainda não foram esquecidas e o ódio de parte a parte continua ao rubro. Os republicanos tinham esperança que os Neo-Setembristas lhes dessem um "perdão geral", mas foi o contrário... Os Neo-Setembristas interpretam-nos como "ladrões de eleitorado" já que os ideais defendidos pelos republicanos e neo-setembristas são extremamente parecidos. Se Ósorio for bem sucedido, poderá extorquir aos Republicanos brasileiros informações confidenciais sobre os republicanos portugueses... E depois... Uma execução em massa. A começar no Brasil.

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Mensagem  Portugal Sex Dez 23, 2011 7:00 pm

A Junta do Supremo Governo do Reino cada vez mais toma faceta de quase "Conselho Secreto" ou no mínimo privado... Os 12 debatiam o futuro da política portuguesa, era mais que óbvio que o Rei iria escolher um governo liberal... Ou pelo menos forçado a... No entanto, havia questões a resolver... Octávio Cerqueira pergunta a Corte Real coisas sobre o Brasil, que fazer... Este vira-se violentamente...

Os dias nos dominios da Casa de Bragança - Página 6 Dalton-beast

Corte Real: Arrumem com o Brunella... Ele não nos serve de nada, é um estorvo, e está constantemente a procurar a guerra com os burgulavos, e pior desde que foi instalado no poder é uma salgalhada. Para isto, ou um Bragança no trono de Vera Cruz, ou então um Presidente...

Entra na sala o Doutor Osório...

Os dias nos dominios da Casa de Bragança - Página 6 Dark-secrets-of-celebrities04

Osório: Atitude sensata meu caro... Nunca pensei que chegasses lá...

Corte Real: Osório? E as horas, isto é assim?

Osório: Negócios de Estado... Negócios... Coisas que ocupam tempo não te parece?

Corte Real: Sim...

Osório: Os republicanos querem mandar uma comissão de boas vindas ao palácio de Itamarty, pronto... Aquele palácio com um nome Tupi ou de um índio qualquer do Brasil. Arrume-se com o Brunella, qualquer dia somos motivo de chacota mundial, e tidos como uma aliança de falhados. Precisamos de governos fortes. Brunella é um fraco...

Cerqueira: Bragancella querem voçês dizer...

Corte Real: O rei que se entenda com o falhado! Desde que esteja no olho da rua...

Osório: Vou ao Brasil... Querem charutos?

Corte Real: Traz-me os nomes... (dos republicanos portugueses)

Osório: Espero que os teus "minions" do regimento tenham o lustro bem puxado ás armas, e muitas balas nas patronas... Vai ser uma noite de fuzilamentos.

Corte Real: Até carrinhas já tenho...

Cerqueira: Podem fuzilar candidatos... Eu limpo-os das listas.

Osório: Bem visto... Já estou farto que nos roubem eleitorado... A Guarda Real?

Cerqueira: Nem se vão atrever a meter, arriscam-se a ter a Guarda Nacional a bloquear-lhes o caminho.

Osório: Perfeito...

Corte Real: Osório... Aperta com os republicanos brasileiros, e avisa-os bem... Se armam em espertinhos, quem os enfiou no poleiro, também lhes arranca as penas...

Osório: O Brunwil... O idiota Progressista dos ingleses, ainda tem pontuação?

Cerqueira: Segundo as fontes... É um nado-morto a nível da política.

Osório: Perfeito... Não queria despender meu tempo e meu latim a convencer o Soberano Congresso a decretar uma invasão da Namíbia do Sul. Independências em África... So a de Collistop, e mesmo assim foi um erro dos ingleses.... Mas não estorvam ninguém, o ditador caiu, menos problemas haverão.

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Mensagem  Portugal Ter Jan 03, 2012 1:15 pm

[b]O regresso do Constitucionalismo Liberal em Portugal, deveu-se sem sombra de dúvida à questão colonial. Desde sempre as colónias foram apartadas da vida política nacional, e os cidadãos que lá viviam... Tinham sempre um estatuto político de "cidadãos de segunda". Isto sempre irritou em especial os Angolanos e Moçambicanos, zonas onde sem sombra de dúvida vem a esmagadora maioria da riqueza portuguesa.

A razão para existirem tantos deputados neo-setembristas em Cortes deve-se ao método de por "cada 30 000 cidadãos" elege-se um deputado, e o facto é... 70% da população portuguesa está em Angola e Moçambique! Mais de metade da população portuguesa vive em África.

Os liberais, bastante conscientes de que um dia poderiam enfrentar uma nova rebelião independentista, desta vez não promovida pelos negros, mas sim pelos negros e brancos em conjunto, ganharam o mote para assumir os destinos do Reino.

Pela primeira vez na História, há uma representação real e a cores da realidade demográfica nas cores. E os deputados das colónias superam várias vezes os da metrópole. Luanda, a cidade mais populosa de Portugal, só por si tem 10 deputados!

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Mensagem  Britannia Ter Jan 03, 2012 3:53 pm

occ: Isto é giro, mas a estrutura actual do Império Britânico e do Império Português lembra-me uma ideia (muito progressista para a época) que existia no Reino Unido, que propunha mesmo uma federação imperial para substituir o imperialismo colonial.

Em Inglês: http://en.wikipedia.org/wiki/Imperial_Federation
Em Portugues: http://pt.wikipedia.org/wiki/Federa%C3%A7%C3%A3o_Imperial

Tendo em conta as tecnologias dos transportes e da informação que existem hoje, e se os nacionalismos regionais não europeus nunca entraram em cena, é perfeitamente plausível pensar que este cenário é realista no nosso mundo.
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Mensagem  Portugal Ter Jan 03, 2012 4:45 pm

OOC: Eu lembro-me disso Smile

Opah, pensei em seguir a ideia "Spinolista" que na verdade é uma espécie de decalque dessa ideia. Mas o conceito Federal ia mexer com estruturas centenárias, e atendendo ao facto que os Integralistas têm imenso poder na metrópole o melhor é nem sequer pensar em Federalismo, pois isso seria motivo para mais rebeliões.

Foi preferível aumentar o número de deputados, e acabar com o sistema integralista da "Nação Viva" em que tinha os diferentes "corpos da nação" nas Cortes, e colocou-se o clássico sistema do deputado eleito.

Nem os Liberais espanhóis querem o federalismo em Espanha! Querem voltar à Espanha monocromática do século XIX, sem regionalismos nenhuns, e também pensam "aumentar" o parlamento.

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Mensagem  Portugal Qua Jan 11, 2012 12:51 pm

A educação regressa à baila ao Concelho de Estado... Onde todos os ministros estão reunidos, mas sem a presença do Rei, agora podia-se falar à vontade...

Coronel Corte Real: A educação tem de melhorar, este país está ao nível da Idade Média!

Professor Doutor Armando Saraiva: Como é que quer mudar isto caro Brigadeiro?

Coronel Corte Real: Arranje uma solução meu caro... Isto não pode continuar, qualquer dia o Rei pergunta-nos por obra... E não mostramos nada, e a Revolução foi um fiasco!

Professor Doutor Armando Saraiva: A solução que eu vejo para melhorar a educação é fazer um decalque do nosso sistema de Segurança Social/Serviço Nacional de Saúde, mas aplicado à educação!


Parecia que se tinha descoberto a pólvora... Gerou-se um burburinho na mesa...

Coronel Corte Real: Ou... Ou... Menos barulho caros senhores... Ora explique-se Sr Professor...

Professor Doutor Armando Saraiva: Precisamos que alguém faça evergetismo como havia antigamente... Esse sistema foi abandonado com a Republica... Mas estava a tomar contornos em finais do século XIX, apesar de já ter antecedentes! Agora era criar uma rede como existem as Misericórdias, como por exemplo o Sr. Fagundes que é Provedor da Santa Casa de Lisboa e está responsável por todas as Santas Casas e afins, e colocar-las debaixo da chancela do meu Ministério...

Sr. Isidro Heliodoro Fagundes: E como... Bem iriamos criar tais? As Santas Casas foram criadas pela Rainha D. Leonor...

Professor Doutor Armando Saraiva: El Rei poderá ter seu nome para sempre glorificado criando uma Corporação similiar à Santa Casa e destinada à Educação!

General Fernando Dias Couto: Até que nível?

Professor Doutor Armando Saraiva: Liceus?

General Fernando Dias Couto: Nem pensar! Se tanto... Se tanto... A Escola Comercial e Escola Industrial!

Professor Doutor Armando Saraiva: Essas são as que menos nos custam... Especialmente as Industriais, há muito protocolo com Industrias! Essas financiam-nas quase... Fazendo isso ia por os Industriais... Bem chateados, e a mensagem chegaria ao parlamento rapidamente...

Coronel Corte Real: Então Escolas Primárias? Correcto? Pronto estamos entendidos... É tudo de acordo... *silêncio na sala*

Já chegamos a um ponto... Há escolas sobrelotadas, em especial nas grandes cidades... Há casos como no Porto, Lisboa e Viana do Castelo por exemplo que as Santas Casas já criaram escolas primárias. Há casos de escolas corporativas, em que só têm acesso a elas filhos de operários, o caso da CUF... Ou da Companhia das Índias e as suas escolas primárias... comerciais... industriais... E quase abriam um politécnico nas Flores caso não houvessem ataques nucleares...

Sr. Isidro Heliodoro Fagundes: Agende o assunto... Coronel...

Coronel Corte Real: Porque?

Sr. Isidro Heliodoro Fagundes: Este assunto envolve também meu Ministério... Tenho que me mover juntamente com o meu colega, e junto a El Rei para ver que se pode fazer.

Coronel Corte Real: Correcto... Agendado... Próxima reunião quero ouvir notícias, o Soberano Congresso vai-nos interpelar sobre elas. E El Rei vai estar presente no próximo Concelho de Estado... E lembrem-se bem... A Constituição está a ser revista, está tenso... Temos a cabeça a prémio, basta haver chiqueiro no parlamento e El Rei exonera-nos dos cargos! Não se esqueçam que isto são governos de iniciativa régia, mas completamente dependentes do parlamento, e basta haver chiqueiro... Estamos na rua porque El Rei não vai sujar a sua cara por nossa causa! A imagem do Partido Liberal está dependente de nós, Portugal tem os olhos em nós...

Já agora... Indústria! Centrais nucleares... Avança-se...


O sim era unânime...

Coronel Corte Real: Sr Arquitecto José Falcão conto consigo, e com o Sr. Emanuel Lopes... Organizem um plano de intervenção, e peçam estudos primeiro.

Secretário de Estado das Obras Públicas e Comunicações: E as barragens? Urânio não dura toda a vida...

Coronel Corte Real: Conto consigo...

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Mensagem  Portugal Qui Jan 19, 2012 6:15 pm

A pressão da embaixada britânica em Lisboa era qualquer coisa de avassalador. O mesmo se fazia sentir em Madrid. Os embaixadores britânicos são extremamente determinados, e bastante perspicazes.

Em Lisboa o assunto já chegou ao Soberano Congresso, El Rei tem em mão uma declaração de guerra a Centric, mais concretamente um Ultimatum sobre os estados alemães. No parlamento debatem-se as questões, os neo-setembristas estão todos de acordo, deve-se intimidar Centric, agora como as opiniões divergem...

Do lado dos integralistas, todos defendem uma posição armada agressiva, igual à de 1939. Com eles imensos neo-setembristas... Muitos são os discursos com uma retórica apaixonada com notórios sinais de Românticos, termos como "Cruzada pela Liberdade" e afins são empregues...

Os mais calculistas, manipulados por Osório e Corte Real preferem uma postura de cautela. Não querem passar uma imagem de imperialistas para o exterior, nem querem vitimizar Adler, mesmo assim sabem que é besta igual a Ulrich.

El Rei aguarda, se as Cortes derem parecer emitirá um Ultimatum...




General Fernando Dias Couto: A "Horda" está pronta Vossa Majestade Fidelíssima, isso vos posso garantir...

D. Afonso VIII: Quero resultados práticos caro General, e não quero os erros de 1940 repetidos...

Doutor Osório: Claro que não Vossa Majestade, foi a 2ª Guerra Mundial que forjou vossos Exércitos em forças de combate à escala mundial...

Corte Real: A nação terá de manter o seu prestígio de combatente e guardiã da Liberdade, Democracia e Direitos do Homem no mundo! É nosso dever enquanto país civilizado, e devemos-lo fazer com os nossos irmãos espanhóis!


"Horda" e "Hunos" era como os soldados germano-centricos chamavam aos portugueses. Eram muitos, mal-trapilhos, obstinados... E bastante ávidos por pilhagens. A pilhagem foi o que manteve os soldados portugueses com uma moral elevada durante toda a guerra, e os Generais defendiam essa prerrogativa com unhas e dentes. Desta vez em caso de guerra, D. Afonso VIII quer condenar essa prática e erradicá-la das forças armadas.

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Mensagem  Portugal Qua Fev 01, 2012 6:14 pm

Um novo Código Civil vem à baila no Soberano Congresso. O Secretário de Estado da Justiça considera as "Novas Ordenações Afonsinas" como uma "severa palhaçada neo-realista". Isto provocou um escândalo generalizado na ala Integralista que considera esse código "fruto da tradição, logo vontade do povo". Os Neo-Setembristas graças à maioria no parlamento dada por Angola e Moçambique rapidamente aprovam que tem que ser feito um novo código. As suspeitas sobre a matriz do novo código civil são flagrantes, o Código Napoleónico!

Uma comissão de juristas é nomeada para adaptar à realidade portuguesa, de "forma lúcida e concisa" o "Code Napoleon". Pelos vistos, os liberais entendem que mais vale uma boa cópia literal que uma deturpação... O povo português já faz zombeira dos Neo-Setembristas, e já chamam a Corte Real o "Napoleão Chião" ou "Chião Bonaparte"...

O drama do "Code Napoleon" tem a ver com o conceito de "Casamento Civil" não reconhecido pelo regime anterior e que os Neo-Setembristas querem impor. Para os Integralistas, profundamente católicos, isto é uma escandaleira medonha, e acusam os Neo-Setembristas de "republicanos de armário".


Code Napoleon

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