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A "Armada Fantasma"

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Mensagem  Portugal Qua Ago 05, 2009 6:27 am

Desde a ocupação de Goa, Damão e Diu, que o Vice-Reinado da Índia Portuguesa, também conhecido como "Estado da Índia", se moveu de malas e bagagens a todo gás em finais da década de 50, rumo a Timor-Leste. Ai, nessa inóspita colónia portuguesa do Oriente, votada sempre ao esquecimento, começou de um momento para o outro a ser a super base administrativa portuguesa na zona. Apesar de longe da "Índia" mantinha-se com tal título. O Vice-Rei, continua a manter os seus estatutos e prerrogativas, apesar de ser um cargo mais honorifico do que propriamente um cargo de grande destaque.
Nos tempos idos, da pujança portuguesa no Pacifico, o "Estado da Índia" controlava todas as possessões portuguesas a Oriente. Com o Liberalismo perdeu a sua importância, mas em 1920, já com a monarquia restaurada, reaparece de novo embora bastante debilitado em poder e destaque, pois Moçambique nunca regressou mais à sua alçada. Contudo, socialmente o cargo é gerador de grande prestigio, talvez pelo seu exotismo inerente de "defensor de terras longínquas do império", e de partilhar o mesmo cargo de nomes sonantes da História portuguesa como Afonso de Albuquerque, Vasco da Gama e Francisco de Almeida.

O Estado da Índia atravessa dias difíceis no que respeita a sua pujança militar e naval. Desde o século XIX que Lisboa vota as suas atenções para África, relegando o Oriente para segundo plano. O grande dinamizador da economia oriental portuguesa é sem sombra de dúvida a Companhia das Índias, formada nos anos 20 do séc XX.
Contudo o tempo passa, e a esperança dos portugueses reaverem as suas "tão amadas" vai-se esvaindo em memórias nostálgicas do "sonho imperial" do Oriente português. D. João de Castro e Almeida, o Vice-Rei da Índia, olha com desgosto para os 300 navios de guerra, da ressuscitada Armada da Índia. A Armada da Índia, conforme dito, foi ressuscitada nos anos 20, como forma de afirmação histórico-estratégica de Portugal no Oriente. Os navios actualmente presentes na colónia são navios obsoletos datados dos anos 40 e 50...

D. João deambulava pelo porto de São Bartolomeu da Boa Viagem, a base naval do oriente português que actualmente subsiste, a conversa ia Otacilio Mendonça, o poderoso director da Companhia das Indias.


D. João: Olhai para isto excelência, deplorável! O que outrora foi causa de temor e medo dos povos do Oriente é actualmente.... Isto! Navios enferrujados, alguns deles nem os motores funcionam, submarinos cujos tanques alagaram e só se aguentam à tona de água graças a cordames presos ás docas!

Otacilio Mendonça: Governos no exílio excelência... São sempre discriminados subtilmente...

D. João: Até este desgraçado deste idiota, que é Governador de Timor, vá-se lá saber como! Tem o desplante de insinuar que eu estou cá como hóspede! Já viu? Eu que tenho poder sobre ele, e ele ainda se dá ao luxo destas ousadias!

Otacilio Mendonça: Há muitos anos que faço trato com a URS, eles lá têm o seu sistema económico, o socialismo, mas sabe são muito honestos e sensatos...

D. João: Que tem na manga?

Otacilio Mendonça: Vossa Senhoria já falou com o Presidente?

D. João: Um Vice-Rei da Coroa Portuguesa não mendiga a terceiros de inferior estatuto nada! Exige!!!

Otacilio Mendonça: Vossa Senhoria, perdoai minha ousadia mas terei que mexer no assunto tabu... O poder naval português no Indico e no Pacifico reduz-se a zero! Acha que com essas relíquias de museu consegue impor a vontade de Portugal e afirmar a presença de Portugal? Acha que consegue defender Timor, o que resta da India Portuguesa? Apesar de lidar diáriamente com navios, nada entendo de guerra naval e posso-lhe dizer isto: Portugal á muito que perdeu o seu poder na zona, e Timor só não é alvo de atenções porque primeiro qualquer marinha inimiga, vê que a Armada da India de Armada so tem o titulo, depois ao ver este ferro velho nem se dava ao trabalho de a combater, seguia directamente para Timor. Aposto que os navios com os cascos fragilizados devido ao clima de Timor, muitos destes afundariam-se ou meteriam água bem antes de serem atingidos! Depois ninguém quer Timor, não tem nada de interesse, nem riquezas... E veja bem, Peterandia, URLC, Triestin e URS nada fizeram até agora porque o Rei de Portugal não se assume como ameaça para nenhum destes estados!

Seja sensato... Fale com o Presidente da URS, ele é um homem de trato fino e de sangue frio, verá que não o irá receber de pau na mão e o irá ouvir. Pense numa proposta... E fale ao Rei!

D. João: Irei atender as suas palavras meu caro!

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Mensagem  Portugal Seg Ago 10, 2009 1:54 pm

A Revolta do Couraçado D. João de Castro

Os marinheiros recrutas vão para o Oriente a sonhar ser como D. Francisco de Almeida, Vasco da Gama ou Afonso de Albuquerque. É uma visão romântica, fruto do ambiente social neo-romântico que se vive em Portugal. Chegam à "Índia", ficam extremamente desiludidos. As riquezas, os edifícios descomunais que sempre ouviram e leram nas páginas das histórias, nada disso existe. A gigantesca "Armada da Índia" reduz-se a imensos navios velhos enferrujados. A Junta da Real Fazenda do Estado da Índia, está a beira da ruína, não há capital gerado que ajude a sustentar a Armada. Quem salva ainda a Armada é a Companhia das Índias com ofertas generosas que ajudam a "manter os navios a flutuar".

Actualmente vive-se o fim das monções no Oriente, contudo esta noite de Agosto foi peculiarmente violenta. O vento forte, mar agitado a abater-se sobre as débeis placas blindadas de um couraçado com 70 anos, fez com que estas cedessem, causando o colapso do navio que em menos de uma hora estava completamente inundado. Nessa mesma noite mais 12 navios afundaram-se. Miraculosamente não houve mortos, mas alguns marinheiros quase se afogaram. No dia seguinte de manhã, reunidos a bordo do Couraçado D. João de Castro, discutiram acerrimamente a situação da marinha. Nesta barafunda estava também envolvido o Almirantado da Índia. O Almirante Sousa Coutinho, um venerado ancião da Armada, deu a sua bênção à revolta.

Sobe á cabine das comunicações no Couraçado, e envia um comunicado à Secretaria do Ultramar e Armada.


Excelência, sempre foi um devoto defensor da pátria, assim como um humilde criado de el-Rei. Mas perdoai minha ousadia, recuso servir a pátria com sucata. É absolutamente desprestigiante até para os moços de fretes.
A greve da Armada da Índia, só findará quando vossas excelências finalmente resolverem um caso, que há anos se arrasta, ultrajando Portugal e sua Majestade nas potências estrangeiras.
Portugal como uma super-potência da actualidade tem por obrigação ter das melhores armadas ao cimo da terra, esta, é simplesmente uma vergonha lastimosa que me aperta o coração.

Sacrifico meu posto de à 40 anos se for necessário, para a salvação da Índia, á qual dediquei toda a minha vida.


O comunicado chegou a Lisboa. O Rei está apavorado, a Corte em choque e as Cortes estupefactas. O Vice-Rei, em desespero envia as tropas para deter a revolta. Mas estas deitam as armas por terra, e juntam-se aos marinheiros em solidariedade. Timor Portuguesa está ingovernável, D. João de Castro e Almeida deita as mãos a cabeça. Quem lhe vale são os seus "sipaios" que se mantêm fiel...

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Mensagem  Portugal Ter Ago 11, 2009 6:14 pm

O braço de ferro continua, até que as tréguas são celebradas finalmente. Sousa Coutinho e Castro e Almeida se reúnem e discutem civilizadamente como dois cavalheiros. D. João de Castro e Almeida entende que "tem sido traído" pelo governo central. Num acto de puro desencanto, pondo em risco a sua reputação social e politica, alinha com o Almirante Sousa Coutinho. A "Índia" Portuguesa está completamente em estado de sitio. Todos temem que Guilherme I ordene a mobilização de uma Armada com vista ao extermínio da rebelião, visto que o rei é de humor flutuante.

O Estado da Índia alinha com os revoltosos numa revolta nunca antes vista em Portugal. Guilherme I deambula como uma alma penada os corredores dos Paços dos Duques em Guimarães, enquanto da janela observa a reconstrução a ser realizada por técnicos de arqueologia da Universidade do Minho e de Coimbra dos Paços do Castelo de Guimarães.
Envia uma carta a Lisboa, pedindo ao Marechal Óscar Carmona e ao Almirante Cervera Valderrama, que se dirijam á "Índia" com vista a tratar estes assuntos de cariz militar.
Estes são imediatamente embarcados no jacto particular da coroa e enviados a Timor-Leste. São recebidos graciosamente pelos "insurrectos". D. João de Castro e Almeida e o Almirante Sousa Coutinho ficam impressionados com a presença de tais personalidades.


Vice-Rei: Excelências, acostai-vos, fazei desta casa vossa!

Óscar Carmona: Excelência, a que se deve esta insurreição? Sempre foram leiais a Vossa Majestade e ás Cortes, porque agis desta forma marginal?

Almirante Sousa Coutinho: Excelência, servir o no além-mar é missão de grande honra, como um sacrifício nosso em prol da maior glória de Portugal e de Sua Alteza Real. Mas sacrifícios são feitos com dignidade, e excelência como quereis vós que nos sacrifiquemos se não temos dignidade? Uma morte sem dignidade é como um abate de um porco para charcutaria...

Óscar Carmona: Vossas excelências têm razão, mas porque não se queixaram á Secretaria de Estado?

Vice-Rei: Para ser o mesmo circo que é sempre? Perdoai a expressão... Mas o Concelho Ultramarino limita-se a passar sempre um "indeferido" aos meus pedidos!

Óscar Carmona: Desconhecia tal facto, perdoem minha ignorância... Que pretendeis, estou aqui para negociar a normalidade.

Vice-Rei: Uma nova Armada, equipamento, fundos... O progresso material não passa por estas terras, que outrora foram a jóia do Império! Acha digno cuspir e espezinhar a obra feita com o sangue, suor e lágrimas de nossos antepassados?

Óscar Carmona: Não, mas a mim não cabe decidir...

Cervera Valderrama: *em espanhol técnico* Excelências, têm razão em vossas palavras. O que prendeis servos-a concedido. Óscar, vê o exterior, pela janela... Paupérrimo. Diga-me o que é que Timor tem para dar?

Vice-Rei: Estas terras aproveitadas teriam uma agricultura ímpar...

Óscar Carmona: Café timorense, muito famoso... Mas não chega, África tem café... Se é por tal, excelência não serve. Tenho que convencer o Rei e as Cortes!


D. João olha com um olhar resignado mas ao mesmo tempo irritado e ultrajado para Carmona. Então sai-se com esta última cartada...

D. João: Pois digo-vos! Timor tem petróleo! Vê a incompetência do Concelho Ultramarino? Nem um conhecimento do território possui!

Óscar Carmona: Petróleo?

Cervera Valderrama: Ora bem descobriu-se uma jazida á poucos anos em São Tomé...

D. João: De que espera para nos devolver a nossa dignidade perdida? *pergunta de duplo significado*

Óscar Carmona: Meu caro escusa de entrar com subtilezas retóricas, não irei ceder a elas... Mas no ponto que me fala, informarei o Rei e as Cortes, e o Concelho Ultramarino. Bem ficamos combinados, levantais o "cerco" a Lisboa?

Vice-Rei: Almirante?

Almirante Sousa Coutinho: Vosso criado excelência... Ordenai...


O motim foi levantado. A discussão foi entregue as cortes. Carmona consegue uma autorização da Secretaria de Estado do Ultramar e da Armada para abater a frota da Índia com vista a criar-se uma nova. Uma comissão do Museu da Marinha, foi enviada a Timor com vista a seleccionar os navios que não serão abatidos, mas serão rendidos para figurar no Tejo como navios museu. Resta ás Cortes aprovar esta questão nacional.

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Mensagem  Portugal Dom Ago 16, 2009 9:10 am

A sessão das Cortes foi inflamada, com os Juízes Ordinários a clamarem por um rearmamento da Armada das Índias. As justificações eram de diversa ordem, sendo a mais comum a de se "tratar de um símbolo de orgulho nacional."
Ficou aprovado então o rearmamento e apetrechamento da Armada das Índias. A tarefa de construção dos novos navios ficou ao cabo do Arsenal do Alfeite, Arsenal da Boa Viagem (Timor) e SECN espanhola. A Armada das Índias contará como navios de linha com 10 Super Couraçados, 2 Porta Aviões. Foram enviados emissários de Lisboa para comunicar a boa-nova aos marinheiros da Armada da Índia. A decisão foi acolhida com entusiasmo, apesar de alguns cépticos pensarem de que se trata de mais uma manobra de diversão de Lisboa para não despender dinheiro. As docas estavam cheias dos característicos chapéus da Armada das Índias, com o seu pompom vermelho no topo.


Observando de longe as coisas, dois velhos "lobos do mar" comentam entre si o espectáculo, com cara de pouco convencidos...

A "Armada Fantasma" Fr-matrozen

João Lopes: Oh Chico Perigoso queres ver que nos vão trazer para aqui umas traineiras?

Francisco Pereira "Perigoso": Eu adoro estes piratas das poças la do Concelho do Ultramar, pensam que entendem muito sobre o mar e não passam de uns veraneantes da linha de Cascais...

João Lopes: É verdade... É verdade... Bem, dizem que o Rei está cheio de dinheiro!

Francisco: É verdade, também ouvi dizer isso. Vamos lá ver, possa ser que se assustasse valente com o motim...

João: Duvido meu velho, estes gajos são raposas da politica...

Francisco: O Ermita (Guilherme I) se estivesse irritado tinha mandado a Guarda Real para abafar tudo, e estarias nesta altura nos calabouços...

João: Dizem que é mais ao menos um ano que demoram a parir as barcaças?

Francisco: Sim acredito que sim... Agora é tudo electrónico e mecânico, eles parem navios depressa... A ver vamos.

João: Dizem que os vão enviando ás prestações, a medida que são prontos.

Francisco: Prepara-te... Primeiro vem o peixe miúdo e depois o graúdo, e os tubarões só no fim! E prepara-te que o daqui vai parir tudo a conta gotas! E só vai parir torpedeiros... (alusão ao facto de os navios de grande porte serem os últimos a serem enviados)

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Mensagem  Portugal Ter Out 13, 2009 11:21 am

Mais uma remessa de navios chega dos estaleiros de Portugal, e dos estaleiros de São Jacinto do Monte (Timor). Conforme o processo, os marinheiros são reencaminhados para os navios com o respectivo nome.

De Lisboa sai ainda um Cruzador Pesado, o NSM* Santa Comba. Mal atraca em Timor, é automaticamente transformado em navio almirante.

A "Armada Fantasma" Salem

Aguarda-se ainda a demorada chegada de um porta-aviões e de 5 Couraçados, e 3 Super Couraçados. Estes serão o "orgulho" da Armada das Índias.



*Sigla para "Navio de Sua Majestade"

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