O Pronunciamento do Pilar

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O Pronunciamento do Pilar

Mensagem  Portugal em Ter Jul 26, 2011 3:40 pm

Na Serra do Pilar, um dos maiores depósitos de Artilharia do Pais, e também base de um dos melhores Regimentos de Artilharia de Portugal, o 1º Regimento de Artilharia do Porto.

Na penumbra da noite, mais uma vez o Sinédrio do Porto se exalta face a inércia dos ingleses...



Coronel Lacerda: Isto é inadmissível meus caros amigos! A nossa inércia será a nossa morte! Cada vez mais se recruta para a porcaria dos Regimentos Provisórios lá do Brasil! Têm noção que se Ávila coloca aquela cambada toda aqui que nós vamos todos directos para São Julião da Barra!? E sabeis que nos espera não sabeis!? Uma bala no coração... Isto se o soldado tiver pontaria!

Dr Osório Ribeiro: Calma Lacerda... Estás exaltado...

Coronel Lacerda: Brigadeiro! Você como líder da conjura está com uma prestação deplorável! O Duque de Loulé deu seu aval em relação ao "Sacristão" (D. Afonso VIII)?

Brigadeiro Corte Real: O Duque de Loulé está na Grã Bretanha a residir á muito... Sabeis o quanto ele é "indecente" ao Regime... Ele diz que nos apoia, e que assume o trono...

Coronel Lacerda: Que mais queremos?!? Já temos a linhagem liberal para a Coroa! *exaltadíssimo*

Dr Osório Ribeiro: Oh Não... Não me digas Corte Real que aquele boémio, que passa a vida nos bordeis de Nova York, a... A cometer licenciosidades com negras vai para o poder!

Brigadeiro Corte Real: Há melhor hipótese? Ou isto ou República?

Coronel Lacerda: Deus nos livre da corja! *ar de repúdio e nojo*

Dr. Osório Ribeiro: Idem... Antes o idiota do Borbón-Parma em Espanha...

Coronel Lacerda: É verdade... E o Ribadávia?

Brigadeiro Corte Real: Tem a marinha do seu lado... Parece é que as coroas estão a dar problemas...

Dr. Osório Ribeiro: Corte Real... Não há mesmo chance de o Sacristão ser monarca depois disto? Convenhamos ele é tão mole, que até os comunistas se tomassem o poder aqui... Bastava darem-lhe uma enxada para a mão e dizer-lhe que ele era agora camponês, que ele aceitava...

Brigadeiro Corte Real: Eu tenho-o educado a esse ponto... O Loulé é em último recurso... Não queremos que a Casa Real de Portugal seja conotada com licenciosidade...

Coronel Lacerda: Sendo assim... Proponho uma votação para arrancar com os planos! Diabos! Á 10 anos que andamos a tentar derrubar o Regime oficialmente, e à 30 que andamos nisto!

Brigadeiro Corte Real: Como presidente aceito... *apreensivo*

Meus Senhores que é pelo não?


Perfeito... Quem é pelo sim?


Muitos que tinham votado no não... Anularam o anterior voto e votaram no sim. Tinha vencido o sim!



Brigadeiro Corte Real: Declaro a moção do Coronel Lacerda como passada... O Pronunciamento começará hoje á noite. Amanhã quero a Junta do Supremo Governo do Reino criada e a laborar no Porto. A guerra começou, rezai a Deus para que poupe o máximo de vidas possíveis...

Já eram 11 horas da noite no Porto... A paz reinava na cidade aparentemente. Em poucas horas estavam as ruas cheias de militares armados. Os portuenses estranharam o que se passava... A principio comunicaram ao povo que era um exercício militar em caso de guerra. O Governador de Armas do Partido do Porto (distrito militar do Porto), não gostou... Mandou anular o exercício, e deter o oficial que o tinha decretado sem ordens superiores. Azar o seu... Irrompeu pelo Quartel da Trindade, uma turba de Caçadores, do 5º Regimento de Caçadores do Porto, a sua frente, o Brigadeiro Corte Real...

General António Fagundes: Secretario de Estado!? Que fazeis aqui!?

Brigadeiro Corte Real: General... Estamos no meio de um pronunciamento...

General António Fagundes: Pronunciamento? Insedição!? Quem vos julgais vós!?

Brigadeiro Corte Real: Já lhe expus a questão... Quer ouvir, ou quer ser detido?


Fagundes explode...

General António Fagundes: Sois um traidor ao Reino e a El Rei!

Os Caçadores nem precisaram de ordem... Pegaram imediatamente no General e arrastaram-no á força para o Quartel do Pilar...

General Fagundes: Ta ouvir Brigadeiro!? *aos berros* Não irei descansar enquanto não o colocar contra uma parede para o fuzilar!!!!!! E a vocês sua tropa fandanga... Eu que saiba quem vocês sois que ireis ser todos varejados, inclusive vosso comandante!

Corte Real pega num telefone e liga ao Dr Osório...

Brigadeiro Corte Real: Rejeitou... Era de se esperar... Está preso no Pilar. Cuidado com os aviões, mal Lisboa saiba o que se passa irão atacar. Já dei ordens ao Quartel do Pilar para montar as anti-aérias pela Cidade.
Uma boa notícia, o 5º Batalhão de Artífices e Engenheiros do Porto, colocou-se do nosso lado... Eles farão os trabalhos de sapadores para a defesa da cidade. É o melhor Batalhão do país nessa área, tem a minha garantia...

Dr Osório Ribeiro: Perfeito Brigadeiro... O Juiz da Cidade aceitou juntar-se ao movimento, diz que está descontente com o actual estado das coisas. O Bispo do Porto... Bem joguei com rixas religiosas, e ele aceitou. Parece que tem sido ultrapassado pelo fradeco de Braga, e ele não gosta. Diz que há excesso de franciscanismo nas matérias religiosas, e que os Jesuítas estão a ser despromovidos. Parece que também a Companhia de Jesus está do nosso lado.

Brigadeiro Corte Real: Muito bom! Insista com a Junta...

Dr. Osório: Já estou a decretar reformas no Porto... O Juiz portou-se bem... Acabei com estes cargos podres, e sem nexo que foram restaurar na década de 30 aos do tempo do Antigo Regime. Dei-lhe a função de Administrador do Concelho. Ordenei-lhe que arranje Regedores para as freguesias... Necessitamos de homens Corte Real, têm que os recrutar entre os populares... E aí o povo? Aqui já tomamos a televisão regional e as rádios...

Brigadeiro Corte Real: Muito calmo, nem sabem o que se passa... Pensam que é mais uma rixa de soldados ou então que viemos deter o General da Província por algum crime qualquer...

Dr. Osório: Está a passar a transmissão do Pronunciamento! Liga o rádio...


Corte Real ordena a um soldado que lhe traga um rádio de transmissões...

Brigadeiro Corte Real: Ora deixa cá ver... Frequência Moderada... Procurar... Perfeito!

[...]a Nação! Essa deprime face à vergonha que se passam nas cortes, que põe Portugal na cauda do mundo em matéria de seriedade política! Só nos Procuradores dos Concelhos denota-se o seu triste e real propósito nas Cortes... Umas férias pagas em Lisboa! O pior caros cidadãos, é que eles não as retribuem em trabalho! Limitam-se a afirmar as maiores boçalidades que podem! Heis o estado da cultura política portuguesa, em que é mais decoração retórica do que matéria real nos seus discursos de conteúdo oco ou hilariante!

Brigadeiro Corte Real: Está feito rapazes... Agora o Porto governa-se por nós...

No entretanto o Capitão-Mor das Ordenanças do Porto, inicia uma contra-revolta... Nas imediações do Porto, os Juizes desesperados, começam a chamar as Ordenanças para se armarem. O Capitão-Mor do Porto, D. João de Sottomayor, começa a sua quase entifada contra os revoltosos liberais... Decidiu-se que como oficial do exército na reforma, era o que tinha mais experiência, portanto comandaria as Ordenanças contra os rebeldes do Porto. As Ordenanças do Porto, eram grandes e bem equipadas... Agora as dos municipios vizinhos... Bem fardados andavam... mas o fardamento era o mais barato. Agora de armas vê-se de tudo, desde caçadeiras, a pistolas... Até mesmo bestas de competição!

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Re: O Pronunciamento do Pilar

Mensagem  Britannia em Ter Jul 26, 2011 5:48 pm

OCC:
face a inércia dos ingleses...

Tens noção que tendo em conta que eu não tendo cá vindo isto tecnicamente nem passou mais de 3 ou 4 dias depois da reunião, não semanas ou meses. Agora o resto é RP.

IC: Os Liberais ficam em choque. Agora sob ataque directo o regime ia fechar-se bruscamente e a possibilidade do golpe falhar tinha aumentado estrondosamente, Meredith iria ficar debaixo de guarda pesada 24 horas e os militares iam-se concentrar em esmagar o golpe Português, havia muita gente dividida entre os que planeavam desistir e os que planeavam ir para a luta.

Carrigan - Ainda não está tudo acabado.....fuma um pouco do seu cigarro.....ela ainda vem à Grã-Bretanha, podemos tratar dela aí.

Oxenford - Mas ainda não notaram que está tudo perdido? Meredith vai enviar couraçados para Portugal, e vai suprimir toda a oposição interna em nome da defesa nacional, quem nos mandou confiar nos malditos Portugueses?

Monks - Não podemos ganhar em combate directo, os militares vão-se unir em volta do poder estabelecido, seja ele qual for.....

Carrigan - Temos de ter calma, ainda não fomos descobertos....calma.

Oxenford - O MI6 vai-nos ligar aqueles malditos e vamos todos para a forca....não! para mim acabou, não nasci para mártir como o Rhodes, parto hoje para Athaulphia e vou implorar asilo politico na URS.

Monks - Ummm, com que então há alguns de nós que podem sempre regressar à base, curioso.

Oxenford - O facto de ser socialista nunca excluiu a minha luta pela liberdade, sou tão liberal como tu meu merdas!

Monks - Sim, mas quando falha tudo vais a correr para os braços dos comunas!

Carrigan - Chega! Mr. Oxenford faz o que desejar.........se queres partir parte, nós continuamos a nossa luta cá como sempre o fizemos.

Oxenford - Não acredito que tenha sucesso.....mas desejo-vos sorte na mesma, eu irei fazer o que posso na URS se eles me aceitarem.....talvez ainda venhamos a disputar eleições livres um dia um contra o outro.

Carrigan - Só podemos esperar isso

Enquanto esta discussão decorre, 1 armada de guerra preparada para combate sai da Grã-Bretanha rumo a Portugal, e vários regimentos do exército começam a embarcar nos aviões da força-aérea para protegerem o regime Português, a rapidez com que tinham feito as coisas possivelmente custou a revolução aos liberais Portugueses.
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Re: O Pronunciamento do Pilar

Mensagem  Brasil em Ter Jul 26, 2011 7:28 pm

O Cônsul Brasileiro na cidade do Porto percebe uma movimentação estranha e comenta com teu secretário:

Cônsul Tavares: Olha Joaquim, esta noite eu tive um sonho, eu sonhei que o Afonso seria deposto e estes exercícios militares me cheira a golpe de estado. Lembra daquela tentativa do Dias Leme lá em São Paulo?! Então está o mesmo ár como daquela manhã do suposto acidente com o trem imperial...
O doutor Tavares era um homem muito místico e era conhecido nos corredores do palácio Itamaraty como "O Bruxo de Birigüí" em referência a sua cidade natal.

Secretário Joaquim: Já consultou os ástros hoje Tavares - risos sarcásticos - tente conversar com alguém de Lisboa ou do Serviço Reservado aqui Portugal para ver o que se trata.

O secretário Joaquim Távora percebeu que Tavares estava falando sério então se pôs a entrar em contato diretamente com o Itamaraty, O Gabinete Imperial, a Embaixada em Lisboa e o gabinete d'El-Rei Lusitano. O Serviço Reservado e o Destacamento Especial de Proteção Diplomática foram ativado.
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Re: O Pronunciamento do Pilar

Mensagem  Portugal em Qui Jul 28, 2011 9:26 pm

A Junta do Supremo Governo do Reino estava formada, e operacional. A cidade do Porto aderiu á rebelião, o discurso do pronunciamento foi um sucesso. Contudo não há adesão de civis aos militares para a formação de batalhões de voluntários para apoiar a causa. Em Braga e Viana os destacamentos militares acedem ao pronunciamento, assim como em Guimarães. Apenas em Penafiel, onde há um importante quartel da Guarda Real é que há instruções especificas: "Reprimir a rebelião a todos os custos."

No Porto já há tiros nas ruas, nada de grave por enquanto. Os Caçadores cercam os quarteis da Guarda Real. A Guarda Real da Polícia, rende-se imediatamente, contudo o corpo militar da Guarda Real mantém-se de pé. O 5º Regimento da Guarda Real do Porto é o que oferece mais resistência, no entretanto o 1º Regimento da Guarda Real do Porto está prestes a por bandeira branca a acenar, visto que foi alvo de um violento ataque por parte do 1º Regimento de Granadeiros do Porto, estando o quartel a ferro e fogo.


Lisboa fecha-se em copas. Tudo está em estado de choque com a rebelião... Que teria levado Corte Real a alta traição? Muitos se questionam... Mas bem mais assaz é Conde de Basto: "A política externa... Sempre foi contra ela...". Grandes males grandes remédios, nesta situação, as cortes nomeiam á revelia do rei o Conde de Basto, poderoso inimigo político de Corte Real, com grandes ligações aos Carlistas em Espanha, e também aos Falangistas. É o desespero do Regime em tentar cativar Espanha para tal. O rei esse esconde-se e afasta-se de toda a confusão. É intimado por ambos os lados a tomar partido, mas não cede, ao fim e ao cabo não quer perder o trono mas está num caso melindroso. Meredith ainda está em Lisboa, assim como o Imperador Baiano... Redobra-se a protecção a essas figuras de estado, que são convidadas a sair por questões de segurança.

Por seu turno, Corte Real está desesperado com a ausência de apoio político, envia uma mensagem a Athaulphia, o único país em quem confia, para apoiar a rebelião. Teme-se que os britânicos usem o mote "Meredith" como desculpa para invadir Portugal, assim como os Baianos... Mas só assim os neo-Setembristas teriam projecção internacional.

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Re: O Pronunciamento do Pilar

Mensagem  Brasil em Qui Jul 28, 2011 10:42 pm

Excerto de uma matéria do jornal "Correio Paulistano"

[...] No Império Brasileiro e principalmente no coração liberal das nações brasileira, no Estado Livre de São Paulo o Conselho dos Bandeirantes inspirados pela "Revolução do Porto" promulgaram a Constituição do Estado Livre do Brasil, em que oficializa de fato São Paulo como um estado independente e liberal políticamente.

Os membros do Partido Repúblicano Paulista (conservador e ruralista) estão abismados com o apoio popular que se dá em São Paulo aos liberais tanto paulistas quanto ao movimento português. A Comunidade Lusitana em São Paulo, reuniu-se na sede da Associação Portuguesa de Desportos, no bairro do Canindé, para enviar donativos e se alistarem nas forças liberais da cidade do Porto.

O Governo Paulista e Sua Majestade ainda não se posicionaram oficialmente. Mas tudo indica que nas próximas horas, sua majestade irá pessoalmente à Lisboa para convidar D. Afonso para se asilar no Brasil caso necesário.
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Re: O Pronunciamento do Pilar

Mensagem  Portugal em Sab Jul 30, 2011 12:13 pm

No Porto há uma alegria generalizada pela noticia do levantamento liberal em São Paulo, os soldados festejam com tiros na rua. Os donativos paulistas para a Junta do Supremo Governo no Porto, a par dos donativos portuenses convertem-se numa lufada de ar fresco, que alivia Corte Real e Osório na sua revolta.

Corte Real envia uma mensagem a Maximilien I, apelando-o para o lado da Junta do Porto.


Vossa Majestade, vós que sois amigo da Liberdade, amigo dos Direitos inauferiveis dos povos do Brasil, rogo-vos para que auxilieis na regeneração do velho Portugal. Vossa Alteza caso não tenhais notado, o presente envenenado que vos foi dado por Afonso VIII, pobre e jovem monarca manipulado pelos velhos do Restelo da Corte, visa precisamente retirar-vos vosso poder. Para todo o efeito essa "adopção" de que a Casa de Bragança vos fez nada mais é do que um plano maquiavélico para caso vossa majestade passe para o mundo das sombras, Portugal conseguir de novo deitar mão no Brasil. Nunca vos questionastes porquê tantos militares português aí? Nunca reparastes o quão retrógrado é Ávila? Se prezais a vossa independência de vosso Império, e os brasileiros são amigos da liberdade e da independência, quer vossa quer dos portugueses, por favor tomai o partido da Junta do Supremo Governo do Porto!

Um vosso sempre fiel e leal amigo

General Augusto Corte Real


O cerco ao Porto começa a formar-se, e a Guarda Real do Porto retira-se toda. Ninguém sai, ou entra na cidade. Lisboa acabou de realizar um bloqueio naval á barra do Porto, portanto tudo está cortado. Já não há electricidade na cidade, e o Condestável Óscar Carmona intima o Porto a render-se.

Quando se sabe no Porto que é o velho Carmona que reprime a cidade tudo fica em choque, e cai a cidade e os liberais no maior terror. Era o general mais experiente de todos, o único Marechal da nação, com mais de 60 anos de carreira militar.

Resta a Corte Real tentar negociar com Carmona, e apelar a este que se junte á Junta do Porto...

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Re: O Pronunciamento do Pilar

Mensagem  Brasil em Sab Jul 30, 2011 9:56 pm

A Carta da Junta Liberal do Porto vazou para os veículos de comunicações brasileiros e uma grande maré lusófoba tomou conta do país, milhares de brasileiros enviam donativos para os revoltosos da cidade do Porto por meio de bancos portugueses no Brasil, como o BANIF ou a Caixa de Depósitos. Ou também por meio do BANESPA que devido ao volume das transações bancárias, resolveu dar plena prioridade nas transações São Paulo - Porto, Rio de Janeiro - Porto e até mesmo da região de Germânia, no Rio Grande do Sul para os revolucionários da cidade do Porto.

Estima-se, na Secretaria da Fazenda, que já foram movimentados 20 Milhões de Reais de doações civis para os revoltosos do Porto, além de armas de civis que estão sendo mandadas pelo Correio Aéreo Militar nos vôos Porto Alegre > Porto.

O Imperador Maximilien não sabia que posição tomar, de fato era uma escolha de sofia, o que lhe restava era ordenar o cônsul do Brasil se reunir secretamente com a principal liderança revolucionário, no Consulado Brasileiro, para que este prove a "séria acusação".
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Re: O Pronunciamento do Pilar

Mensagem  Portugal em Dom Jul 31, 2011 1:13 pm

Há combates aéreos violentos no céu do Porto, apoiados pela artilharia AA do Porto. Os Liberais conseguem algum avanço a norte do Douro, penetrando até Vila do Conde e Póvoa de Varzim para evitar o bloqueio. O contrabando impera, chegando os Liberais mesmo a cooperar com a decrepita Máfia portuguesa, cheia de contactos com a Italo-Americana, para fornecimento de armamento e víveres. É o "tudo-vale".

Um 5º Regimento de Granadeiros do Porto ataca Braga, com sucesso consegue entrar pois os 5 Regimentos de Milícias de Braga não estavam ainda completamente mobilizados. Braga é tomada, enquanto que os soldados de milícias e Ordenanças fogem para a Serra do Carvalho.

A nível naval, a artilharia coligada com a artilharia de costa atacam os navios, e estes respondem com uma barragem naval sobre o Porto, provocando incêndios sobre a cidade, assim como Gaia. Por sorte os liberais conseguem adquirir duas Colaças de bloqueio na Régua, que estão a bloquear a barra do Porto para impedir qualquer desembarque por parte das forças governamentais.

Em Lisboa há agitação política contra o Regime, a Guarda Real reprime toda e qualquer agitação.

Os voluntários luso-brasileiros que chegam engrossam rapidamente os "Batalhões de Voluntários", o seu treino desenvolve-se entre tiros e explosões literalmente. Os fundos vindos do Brasil para a Junta do Supremo Governo do Porto é injectado imediatamente no esforço de guerra, especialmente junto de traficantes de armas.

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Re: O Pronunciamento do Pilar

Mensagem  Britannia em Dom Jul 31, 2011 7:20 pm

A Marinha Britânica começa a chegar ás costas de Portugal, juntamente com o Porta-Aviões HMS Ark Royal seguem 4 couraçados com o fim exclusivo de bombardear o Porto. Os oficiais Imperais discutem a situação abordo do Ark Royal.


Imediato - Senhor almirante, estamos a colocar-nos ao alcance do Porto, o corpo aéreo embarcado já começou a fazer o reconhecimento da zona.

Almirante Abbot - Preparem os couraçados para bombardeamento à costa.

Comandante Stevens - A força aérea está a preparar bombardeiros meu almirante.

Almirante Abbot - A glória desta batalha será nossa, não deles, identifiquem o inimigo e abram fogo sobre os comunistas!

Comandante Stevens - Será feito meu almirante.

Imediato - Senhor almirante, sua majestade dá ordens para a frota se preparar para a sua chegada iminente.

Almirante Abbot - Excelente, excelente, sua majestade poderá ver em primeira mão o poder operacional da sua marinha de guerra.

Imediato - Os caças começaram a varrer a zona senhor almirante, os primeiros alvos estão a ser identificados.

Almirante Abbot - Façam tiro a alvos militares, não precisamos de um banho de sangue civil. E transmitam aos revoltosos que o poder das nações jamais se quebra perante o comunismo.

Comandante Stevens - Os couraçados estão a colocar-se em posição, 9 minutos para abrir fogo.

Almirante Abbot - Avisem os Portugueses que os aliados deles chegaram para dar uma mão.....ah ah, que dia para o nosso glorioso império.

O terrível bombardeamento tem inicio à hora certa. A precipitação dos Liberais Portugueses torna-se óbvia quando a marinha Britânica, em vez de os apoiar, começa a combater a insurreição.

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Re: O Pronunciamento do Pilar

Mensagem  URS em Dom Jul 31, 2011 8:38 pm

Thorvald é acordado a meio da noite com a notícia de que os britânicos estão a bombardear território português e é dada de imediato ordem para elevar para 5 (o máximo) o nível de segurança na Irlanda e na Islândia. A Marinha da Irlanda inicia algumas movimentações em torno da Península Ibérica, de forma a ser mais fácil apurar os estragos feitos e acompanhar mais de perto os acontecimentos.
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Re: O Pronunciamento do Pilar

Mensagem  Portugal em Sex Ago 05, 2011 3:24 pm

Os Liberais começam a infiltrar-se pelo Minho... As defesas são precárias pela parte das tropas governamentais, que se limitam em retirar. As Há deserção da parte de tropas governamentais para o lado da Junta do Porto. Muitas razões se prendem, desde reivindicações corporativas até políticas. Os 5 Regimentos de Mílicias de Braga juntam-se aos liberais. São desfragmentados, e convertidos em Batalhões Nacionais. O mesmo para as Ordenanças do Minho que aderem, revoltando-se contra os Capitães-mores.
O Minho está em controlo literal dos liberais, excepto Valença, que tem as tropas governamentais aquarteladas no interior da fortaleza impedindo toda e qualquer entrada.

De Espanha os Carlistas, movimentam-se, e começam a haver ataques junto ao Rio Minho por parte de Terços Requetés, no entanto repelidos.


Quanto á frota britânica, é o pânico generalizado no Porto... Começam a cair as bombas, causando imensos incêndios. Os Liberais são impotentes face ao poder de fogo. Há resposta das baterias costeiras contra os navios, nomeadamente disparos de mísseis, e alguns misseis cruzeiro contra o Porta Aviões.

Para repelir os ataques aérios, os Liberais munem-se dos caças que dispõe, cerca de 15 aeronaves (OOC: tipo F16 bah Razz). Que são compelidas para atacar os britânicos.


Da Beira Alta uma zona altamente apoiante do regime, começam a entrar voluntários em peso para combater os Liberais... Contudo no Algarve em Olhão e Tavira á uma rebelião violenta de militares contra o regime, apoiada pela população que se queixa de estar a ser despromovida na pesca, dando-se privilégios a mais aos espanhóis.

Nas Colónias, é que nunca se esperou tal...


Em Luanda, populares revolucionados pegam em armas e tomam o Palácio do Governador de Angola. Este é aprisionado. O mesmo se sucede por toda a colónia, desde nativos a portugueses a aclamarem o liberalismo. Moçambique ainda mais violento, fartos de constantes guerras contra a URS motivadas pelo Regime, há rebelião contra o poder do Vice Rei, declarando-se a colónia como "autónoma".

Em ambas as colónias apenas os Regimentos de Linha estão do lado do governo, os Regimentos de Milícias e Ordenanças estão do lado da Junta do Porto.

Em Luanda forma-se a Junta do Governo de Angola, e em Moçambique a Junta do Supremo Governo da África Austral. As colónias estão totalmente rebeladas, e as tropas de linha pouca esperança de sobreviver têm. Questões antigas, nomeadamente de desprestigio face aos "reinhois" (gente da metrópole), e ausência de representatividade em Cortes levou a adesão aos liberais, que prometem representatividade do mundo português.

Na América, Santa Anna consegue com a ajuda de Ribadavia desembarcar na Nova Colômbia... Os Boxers colocam-se do lado de Santa Anna que lhes faz promessas de liberdade e dignidade, rapidamente há uma revolução generalizada, que abate todo o governo Carlista da colónia. Cercado, sem mantimentos, completamente isolado na selva, Vidal está a mercê do vaidoso Santa Anna... Já há troca de correspondência. Cheira a traição pelo ar, Santa Anna é extremamente convincente e retórico, poderá convencer o implacável Vidal a aceitar o Liberalismo.

As tropas espanholas do lado liberais invadem a Guiana, e há confrontos directos com as tropas portuguesas. Otacilio Meireles, CEO da Companhia das Índias negoceia com os liberais, nada têm contra a Companhia... Dá instruções aos seus soldados apenas para fazerem "teatro" e deixarem-nos ser detidos facilmente. Negociações feitas com Santa Anna permitiram-lhe isso.

Santa Anna organiza Regimentos de Voluntários entre os Boxers para apoiar a causa liberal. Velho sistema espanhol... Franco usou os mouros para impor o seu regime, Santa Anna irá usar Boxers para impor o Liberalismo de novo em Espanha.


Ribadavia pega nos navios de guerra e dirige-se para a costa do Porto para se confrontar com Abbot... Cervera Valderrama revolta-se contra Madrid e Lisboa, e pega na sua frota e parte de Cadiz rumo a Lisboa para a bloquear.

D. Afonso VIII cada vez está mais confuso... Recebe correspondência em grande quantidade de COrte Real, pedindo-lhe para que aceda á Constituição. Está preso por vontade no seu quarto. O regime desespera... Só lhe resta a esperança na Inglaterra.

Os Bascos sabendo das noticias, revoltam-se de uma maneira tão violenta, espalhando um banho de sangue nos quarteis, com ataques directos e descarados da ETA contra quarteis militares espanhois e da Guardia Civil. Formam uma Junta, a Junta da Libertação Basca.


A Junta de Luanda e a Junta de Maputo submetem-se em autoridade á Junta do Porto.

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Re: O Pronunciamento do Pilar

Mensagem  Brasil em Sex Ago 05, 2011 7:24 pm

O Governo do Império Brasileiro patrocina com treinamento militar das Forças Armadas, os voluntários para a revolução Portuguesa. Acabaram de chegar ao Porto, cerca de 1.500 milicianos voluntários, com armas do império brasileiro e dinheiro da Associação Luso Brasileira de Cultura (Associação da Colônia Portuguesa em São Paulo).

O Povo Paulista também adere a revolução e iniciam o recrutamento e treinamento (com apoio do governo imperial e do governo paulista) de centenas de milhares de paulistas para lutarem em Portugal. O Movimento é comandado pela Associação Luso-Brasileira de Cultura, que possui como verba cerca de 30 milhões de reais.
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Re: O Pronunciamento do Pilar

Mensagem  Portugal em Qua Ago 10, 2011 6:56 am

Os voluntários são imediatamente organizados em 2 batalhões, formam-se assim os "Batalhões de Voluntários do Brasil". A aderência dos brasileiros á causa constitucional, é de imenso agrado. Compreende-se há imensos negociantes do Porto com negócios do lado de lá do Atlântico. Os Neo-Setembristas preparam um assalto sobre Trás os Montes, enquanto planeiam um avanço para Aveiro, onde têm ocorrido imensos tumultos populares contra o regime, nomeadamente desencadeados por causa de desentendimentos entre o Corregedor e as populações locais.

Lisboa desespera, o regime perde cada vez mais forças para o lado rebelde. Apenas a Guarda Real se mantém fiel ao regime. A Beira Alta continua a ser um bolsão Realista, o mesmo para Trás os Montes. O Alentejo mantém-se neutro, assim como o Algarve. A Beira Baixa está pró-Liberal, e a Estremadura por influência de Lisboa toma o partido do Regime.

A Guiana é tomada de assalto por forças espanholas de Santa Anna, formando-se um governo liberal espanhol que proclama a Constituição de Cádiz. Negociações muito bem feitas entre Santa Anna e Vidal, fazem com que Vidal adira a causa liberal. Madrid espuma-se violentamente... Já há discursos a apelar á destruição total de Vidal, acusando-o de alta-traição. Muitos se esquecem que Vidal é um militar acima de tudo, apenas compreede a realidade militar, e resistir a Santa Anna mais o seus exércitos, aliado ás suas milicias Boxers seria loucura.

Santa Anna em parte teve sucesso na Guiana, pois as forças do Exército colonial provinham de Angola e Moçambique, portanto havia ligação aquelas colónias, e como elas se revoltaram contra o Regime, era compreensível que seus oficiais e soldados se passassem para o lado de Santa Anna.


Ávila vive dias de inferno no Brasil. Actua á revelia das autoridades brasileiras, começa a reunir as forças dos Regimentos Provisórios, para os enviar para Portugal para combater a insurreição liberal. Antes disso, faz um auto de exigência ao Imperador, dirigindo-se a São Paulo.




Marechal General Ávila: Vossa Alteza, devo-lhe expor o meu maior repúdio para com vossa atitude ao permitir e promover o treino de insurrectos... Piratas! Que irão derrubar o governo de Sua Majestade Fidelíssima que tão vosso amigo tem sido. E ainda mais a minha pessoa, que sempre vos demonstrei lealdade para com vós! Não vos esqueceis que não caístes para as mãos daquele militar demente por mão de Vossa Majestade Fidelíssima e por meu engenho militar... No mais, quem é que escorraçou aqueles britânicos loucos? Minha pessoa, impedindo massacres... E muito mais! E vejo que esta é a paga que me dá...

Ávila detém no entretanto Tavington...

General Santa Anna: Tavigton *inglês péssimo* voçê ser o terrível comandante dos tropa inglês? Voçê estar preso... Muito bom negócio para vós... Justiça sabeis que é?

Envia uma mensagem a Maximilien do Brasil...

Vossa Majestade Imperial do Brasil, creio que possuo em minha tutela um criminoso de guerra que vós e seus povos adorariam ver nas mãos da justiça. Trata-se do Coronel Tavington. Creio que basta o nome para evocar tal...

No entanto Corte Real sabendo da notícia, envia contactos para Abbot... Que com certeza recebeu a mensagem no seu navio.

Sr Almirante, daqui Brigadeiro Corte Real... Creio que minhas forças possuem em sua mão um criminoso de guerra bastante perigoso. Tem uma chance de nunca ser entregue nas mãos da justiça brasileira, e saber-se no mundo inteiro o caso que Ávila encobriu, relativamente ao massacre e violações e roubos provocados contra o povo Brasileiro. Se for sensato de sua parte e acabar com o bombardeamento naval ao Porto, assim como manter sua neutralidade no processo revolucionário em curso em Portugal, talvez eu reconsidere e o entregue a vós para ser julgado, e assim poupa-se a imagem da Grã-Bretanha no mundo... A menos que queira manter uma imagem de sanguinário como britânico a promover a liberdade deste psicopata. Não seria muito abonatório para vossa monarca com tiques de despotismo e tirania, cuja popularidade deixa muito a desejar especialmente entre os americanos...

Corte Real por seu turno envia uma mensagem ao Congresso Americano, sabendo que sempre foi o grande bolsão de liberais dentro do mundo americano, e apela-lhes publicamente que auxiliem os constitucionais em Portugal e Espanha.

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Re: O Pronunciamento do Pilar

Mensagem  Bahia em Qua Ago 10, 2011 8:06 am

O Imperador Gabriel Bertochi I manda 1.750 milicianos voluntários treinados pelo governo do Vice-Reino de Almeida Braz para apoiar a causa revolucionária,

A ordem do Imperador antes de se despedir do Batalhão Baiano Internacionalista Voluntário, ou BBIV como gostam de ser chamados


Gabriel Bertochi I: Se preciso for toquem fogo nas cidades que não apoiam a revolta! Eliminem a TODOS os membros da Contra-Revolta sem dó nem piedade, EU NÃO QUERO PRISIONEIROS ENTENDERAM! Se alguém se entregar voluntariamente, extraia as informações utilizando-se do que vocês aprenderam no Curso de Técnicas Agressivas de Interrogatório(CTAI) e depois de obter e constatar as informações necessárias livrem-se do prisioneiro!

[b] Depois dessa rápida palavra o Imperador se retira do aeroporto militar em direção ao Palácio Imperial.


Última edição por Bahia em Qua Ago 10, 2011 3:05 pm, editado 1 vez(es) (Razão : Falha técnica)
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Re: O Pronunciamento do Pilar

Mensagem  Brasil em Qua Ago 10, 2011 11:27 am

O Gabinete do Imperador enfurece com o comunicado do General Sant'Anna. Com o comunicado o Imperador se reuniu em Brasília com os ministros do Supremo Tribunal Federal e do Supremo Tribunal Militar, que abriram um processo contra o Marechal Ávila. Entretanto, o Imperador Maximilien informa que:O Estado Brasileiro sempre esteve ao lado da decência política e por isso estamos junto com os liberais constitucionalistas da revolução do Porto. Assim prezamos aos amigos portuguêses que nos entreguem Tavington para o mesmo ser julgado em uma corte de um estado democrático de direito, com direito ao contraditório e pleno respaldo nas leis do Brasil, de São Paulo e das convenções de Genebra.

O Marechal Marquês de Ávila ao chegar na Base Aérea do Campo de Marte, em São Paulo, é preso pessoalmente pelo Imperador, o
Comandante-em-chefe das Forças Armadas Brasileiras sob a acusação de:
"Conspirar contra a integridade e a soberania nacional" e de também por ter cometido o crime de prevaricação. De Imediato Dom Maximilien dá a ele voz de prisão e o Supremo Tribunal Militar representado pelo Marechal Castelo-Branco prende o marechal Ávila preventivamente.

No Estado-Livre de São Paulo, onde D. Maximilien foi aclamado como Rei dos Paulistas foi ovacionado na I Sessão Parlamentar do Conselho dos
Bandeirantes e nomeado como "Defensor Perpétuo da Liberdade e da Democracia".
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Re: O Pronunciamento do Pilar

Mensagem  Britannia em Qua Ago 10, 2011 7:26 pm

Abbot fica branco

-Como é que se atrevem a desonrar sua gloriosa majestade?! COMUNISTAS! MORTE AOS COMUNISTAS!

-Enviem esta resposta: "Sua majestade governa com a graça de DEUS, sua majestade dá e tira a liberdade aos homens conforme a sua vontade que em turno é a vontade de DEUS, se sua majestade é despótica, tal é a vontade de DEUS, quem nega isto, é um comunista, e deve ser destruído conforme a vontade de sua majestade! Iremos castigar o Porto e os comunistas dentro dele pois essa é a vontade de DEUS!"

-Carreguem balas de fósforo e balas incendiárias, destruam a cidade por inteiro, não deixem ninguém vivo!


Comandante Stevens - Meu almirante, um bombardeamento dessa forma sob civis viola as leis da guerra, enquanto oficiais e cavalheiros o nosso dever....

Abbot saca de uma pistola

-O meu dever enquanto cavalheiro e oficial é destruir o comunismo, abram fogo sob o inimigo!

Stevens agora está apavorado. Abbot era um bom oficial, mas era da escola de Tavington de fanáticos religiosos e genocidas da pior estirpe, bons para combater em guerra total, mas péssimos diplomaticamente. Stevens nota que o fanatismo dele é tal que já nem sabe o que é o comunismo. O comandante não queria acabar como muitos dos oficiais ligados a Tavington e outros semelhantes, colocados em lugares obscuros sem hipótese de subirem na carreira, dedicados somente ao álcool e ao sangue.

-Meu almirante, não coloco em causa a sua dedicação à nossa gloriosa causa, mas é o nosso dever avisar o almirantado sobre o que vamos fazer!

Abbot - Muito bem, faça-o, avise o almirantado, e depois destrua o Porto.

Stevens tem a oportunidade de adiar o ataque, e o operador de comunicações começa a fingir dificuldades na transmissão, Stevens pensa furiosamente em como haverá de cancelar o ataque.....tem uma ideia, mas se é apanhado na mentira será certamente enforcado no mastro por Abbot, por isso espera enquanto a transmissão segue e não segue.

Para os Portugueses o cenário é curioso, depois da mensagem furiosa de Abbot, silencio absoluto, os navios param de disparar. A razão é que as balas especiais estão carregadas, mas ainda não houve autorização para disparar, o comandante fica com curiosidade do que haverão os Tugas de pensar.
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Re: O Pronunciamento do Pilar

Mensagem  Britannia em Qua Ago 10, 2011 7:40 pm

Sessão Plenária do Congresso Norte-Americano - Camelot, British North America


-...E assim a rainha declarou guerra à população do Porto, os Liberais foram apelidados de comunistas pelo estabelecimento monárquico mas são na verdade guerreiros pela liberdade, e nós o povo Americano devemos apoiar....

Um congressista chega atrasado e pergunta ao colega:

-Sobre o que é que o speaker está a falar?

-Da situação no Porto, da mensagem que recebemos, quer que o congresso apoie a rebelião.

-Mas o congresso não tem um exército......

-Ele quer que o congresso dê as ordens para a formação de um exército próprio da "Federação Americana".

-Federação como em....."Estados Unidos"? Como em "Estados Unidos da América"? "Estados Fucking Unidos da América" como em 1776?

-....eu sei que é drástico....

-Eu sei é que vamos ter redcoats a entrar por aqui adentro não tarda.


A resolução para a formação de um exército da federação americana falha, mas uma censura oficial pela intervenção Britânica na guerra civil Portuguesa passa por unanimidade. Meredith afirma publicamente que o congresso está a usar poderes que não tem, e que se se tentar infiltrar nos poderes do parlamento Britânico será dissolvido, o que causa a revolta entre os congressistas Americanos.

Entretanto, noutra parte de Camelot, a primeira grande vitória para os Liberais está a dar-se, o mundo é que ainda não o sabe.
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Re: O Pronunciamento do Pilar

Mensagem  Brasil em Qua Ago 10, 2011 9:13 pm

Sessão do Congresso Nacional do Brasil,Congresso Nacional, Brasília - Cidade Imperial



O Primeiro-Ministro recém nomeado por Dom Maximilien, o nacionalista e liberal, Marechal Umberto Matarazzo fora convocado à comparecer ao Congresso Nacional para explicar seus decretos e atitudes polêmicas como: A questão Burgolávia e o apoio explícito à "Revolução Constitucionalista Liberal de Portugal" (Revolução Liberal do Porto).


Presidente da Câmara dos Deputados: Senhores Deputados e Senadores do Império. Um Minuto de Atenção! ... Convido para subir à tribuna desta casa legislativa, vossa excelência imperial, o primeiro-ministro Umberto Matarazzo para prestar-lhes esclarecimento sobre a recente reviravolta da política externa brasileira.

[Palmas]

Marechal Embaixador Umberto Matarazzo: Senhores e Senhoras, representantes do povo Brasileiro, venho comunicá-los que encerrei de uma vez por todas o conflito belicoso com Burgolávia e estarei a caminho da União das Repúblicas Socialistas para negociar uma saída viável para nossa nação, para que possamos enfim viver em paz com nossos vizinhos socialistas do Sul.
- Reconhecemos também a independência de São Paulo, mas, mantendo a soberania de Piratininga nas mãos de São Paulo conforme anseiava o povo paulista. Já em Relação à Revolução Liberal do Porto, cabe ao estado Brasileiro, a maior comunidade portuguesa fora de Portugal, e nossos aliados por meio do Tratado de Aliança defendê-los dos conservadores que defendiam tirania vil que visava tomar de assalto a coroa lusitana das mãos de SMI&R. D. Afonso de Portugal e Espanha além de futuramente um plano desastroso de tomar por meio de um "golpe legalista" a coroa imperial brasileira, deixando-nos prostados diante dos anseios retrógrados e conservadores da
Vècchia Lisboa.

[O Silêncio impera no plenário do Congresso]

Marechal Embaixador Umberto Matarazzo:
Senhores, afirmo-lhes que todas estas ações, inclusive a detenção do Marechal Ávila contam com apoio claro e expresso de Sua Majestade Imperial e Real, Dom Maximilien I, o nosso eterno imperador-soldado.Parto rumo à Vatland agora para negociar uma saída viável desta Fake War com Burgolávia. Afirmo-lhes também, que não estamos gastaremos mais do que permite nosso orçamento militar (5 pontos) nesse auxílio aos Portugueses. O Brasil está e sempre esteve em apoio à liberdade, a democracia e ao constitucionalismo. Assim, Que Deus nos ajude!

[Senadores e Deputados do Império ficam pasmos e pálidos com as notícias, mas uma salva de palmas começa a ecoar pelo plenário junto com o refrão do hino da independência: "Brava Gente Brasileira, longe vá, temor servil. Ou Ficar a pátria livre, ou morrer pelo Brasil."]
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Re: O Pronunciamento do Pilar

Mensagem  Portugal em Sab Ago 13, 2011 3:00 am

A Junta do Porto respira de alívio por ver o Congresso Americano a mandar uma moção de censura sobre Meredith e sobre Lisboa, assim como o Congresso Brasileiro todo do lado da Junta do Porto. A Junta envia mensagens de agradecimento calorosas pelo apoio dado á causa Constitucional.

Por seu turno, os britânicos pararam de disparar... Deduz-se que algo se passa. Dá-se a Santa Anna ordens para não entregar já Tavington e os seus insurrectos aos Brasileiros. A Junta quer usar-los como "moeda de troca" pela neutralidade britânica e como ameaça, para vir a público os "crimes do regime" britânico.

No entretanto, os Liberais conseguem avançar sobre Trás os Montes, fazendo com que a Linha do Douro esteja garantida e totalmente debaixo de controlo da Junta do Porto. Uma cidade insurge-se contra Lisboa, Vila Real, proclamando a formação de uma Junta, a "Junta Governativa de Vila Real e Trás-os-Montes", que se coloca imediatamente em submissão á Junta do Supremo Governo do Reino (Porto).

Entretanto em Valença, a cidadela acaba por cair... Os Integralistas retiram-se para Tui, onde têm os Carlistas a apoiarem-nos, deixando para trás um carregamento de misseis cruzeiro para bombardear o porto. Descoberta vital para os Constitucionais, pois são imediatamente despachados para o Porto e colocados em posição para disparar sobre a frota de Abbot.

Um pedido de tréguas, com cheirinho a ameaça é enviado a Abbot. Alegando nesse pedido, que ambos os lados têm capacidade de se destruir mutuamente, e seria mais sensato realizar tréguas.

No entanto em Leiria, há combates violentos entre Constitucionais e Integralistas, causando várias mortes.

Os Integralistas de Lisboa tentam ultrapassar a linha do Douro na Régua, mas de forma violenta, que obrigou a dinamitar as pontes na zona, para atrasar o processo...

A Beira Alta chegam imensos soldados espanhóis afectos á causa Carlista. Podiam ter vindo mais, não fosse a Catalunha revoltar-se toda contra Madrid, e a Galiza tomar o mesmo rumo.

Na Galiza há combates violentos contra os militares, pela parte de milicias populares. E formou-se a Junta de Vigo, para impor a Constituição de Cádiz em vigor de novo, inspirada pela rebelião do Porto. Da parte da Junta de Vigo há mais uma vez um pedido para que Athaulphia quebre a neutralidade e auxilie os "seus irmãos galegos que padecem em tudo face ao centralismo de Madrid, e o Novo Decreto da Nova Planta."


Lisboa retoque violentamente contra o Brasil, cortando relações com esse estado, assim como a Bahia, exigindo a entrega imediata dos soldados portugueses detidos, assim como do Marechal Ávila, ameaçando com agressão armada contra o Brasil e Bahia.


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Re: O Pronunciamento do Pilar

Mensagem  Britannia em Dom Ago 14, 2011 3:59 pm

Abbot é avisado pelo almirantado para ceder o comando ao seu segundo oficial e para regressar a Camelot imediatamente....algo que ele não cumpre, rumando rapidamente para Inglaterra com o intuito de se reunir com os restantes Tories. O Almirantado está a funcionar sob as ordens do Lord Protector enquanto que tenta furiosamente contactar com o Primeiro-Ministro, que desapareceu, e com Inglaterra, que deixou de responder coerentemente. A Rainha, essa, estava desaparecida há quase 24 horas, ninguém sabia muito bem por onde andava, e os conspiradores sentiam o medo.

A armada posicionada em frente ao Porto começa a dispersar, rumo a Lisboa, mas não chega a fundear lá, instalando-se a meio caminho entre Lisboa e Porto. Os Portugueses são avisados que a armada é neutra de momento, e que um ataque contra a armada será uma declaração de guerra contra o Império, algo que nenhum lado de momento pode arriscar.

Em Inglaterra os navios que estavam destinados a atacar Portugal estão agora a ser preparados para atacar a América. É aqui que está o ultimo bastião Tory, e de onde esperam reconquistar o poder absoluto. O Texas no entanto parecia estar inclinado para apoiar a Rainha caso recebesse mais território e autonomia, Tropico estava naturalmente do lado do vencedor, e os estados sulistas estavam pouco envolvidos, o problema parecia estar no norte industrializado. Mas Meredith tem um trunfo, ela ainda era o poder legitimo, e era muito improvável que houvessem muitos soldados a revoltarem-se contra o poder legitimo....uma guerra civil como em Portugal era improvável.

Meredith planeava reconquistar a América, e depois avançar em força contra Portugal.

Richard entretanto planeava o seu plano de paz para Portugal: O rei iria aceitar os pedidos dos constitucionalistas, mas manteria poderes de reserva, que ele não saberia até ao ultimo momento que seriam altamente limitados. Para dar a impressão que era um negócio justo, o rei iria-se casar com uma das irmãs da Rainha, ou Juliet ou Elizabeth, dessa forma ele seria também em teoria um monarca Britânico......em prática ia ser posto totalmente de lado, mas com a armada Britânica do lado dos liberais era um acordo já muito bom para todos os lados.

Assim que o Duque tivesse controlo do Império iria mandar a sugestão, e se Afonso recusasse seria esmagado.
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Re: O Pronunciamento do Pilar

Mensagem  Athaulphia em Seg Ago 15, 2011 4:38 pm

O facto de que a revolução portuguesa coincidisse com a época das férias em Athaulphia mantinha uma certa tranquilidade quanto ao assunto. A Xunta (parlamento) estava de férias, vários membros do governo também, e também os dirigentes dos partidos não estavam acompanhando as notícias. Aliás, o interesse dos políticos athaúlphicos estava mais posto nas Eleições Presidenciais de setembro.

Contudo, segundo passavam os dias e os acontecimentos, o interesse aumentava, e a imprensa e as redes sociais ferviam com a rebelião portuguesa. As mostras de apoio popular pelos rebeldes portugueses eram geralizadas: um recente inquérito na net do canal de TV Tele3 era muito claro: o 72% dos athaúlphicos simpatizavam com os liberais do Porto, o 22% declarava-se indiferente e apenas um 6% era contrário. Aliás, já havia organizações a recolher doações para apoiar os rebeldes e até se tinha formado um pequeno grupo de voluntários para combater, aínda que as autoridades estavam a rete-los no país sob pretexto de trámites burocráticos (para evita-lo, algúns viajaram ao Brasil para se alistar nas milícias brasileiras).

O governo tinha evitado falar públicamente da situação em Portugal, e oficialmente a posição era neutral, pois o pronunciamento era "um assunto interno de outro país". Pero nas escuras caves do Estado as coisas eram muito diferentes: a Rebelião Portuguesa teria, fosse o que fôr o resultado, um impacto mui profundo na situação das Américas e nas relações de Athaulphia com os vizinhos de "além mar": se ganhavam os liberais, as coisas melhorariam; mas se perdiam, a reacção do régime podia ser terrível. Aliás, também estava a decorrer uma intriga semelhante do Império Britânico que podia acabar com a "meredithadura" (como chamavam ao régime da Meredith) ou trazer uma reacção ainda pior... e o Império Britânico estava a mal uns kilómetros de Athaulphia. Em consequencia, a dupla revolução portuguesa e britânica (uma mais violenta, outra mais subtil) tinha a Athaulphia no meio, e Athaulphia não podia ficar sem fazer nada. Havia que ajudar aos rebeldes.

Mas ao mesmo tempo, enquanto houvesse probabilidades de que os rebeldes fossem derrotados, Athaulphia não podia aparecer implicada com eles: um apoio público aos rebeldes podia significar perigosas represálias caso os rebeldes fracasassem. Por isso qualquer apoio seria feito no mais absoluto segredo, a través do SIS (Serviço de Inteligência e Seguridade). Se as coisas não iam bem, negar-se-ia qualquer implicação (ainda que sempre se poderia dar assilo aos líderes rebeldes, por motivos "simplesmente humanitários"); se iam, os futuros dirigente liberais haviam ser generosos...

Nesta altura, o SIS estava a ter contactos com os rebeldes, mas guardando sempre as identidades. Os agentes do SIS falavam em nome de uma misteriosa organização, supostamente sem qualquer relação com o governo. Por trás da "organização" estava o SIS, e por trás do SIS estava o governo de Athaulphia, e o governo estava disposto a donar dois pontinhos para a causa, a través do SIS e a "organização". Mas, ao contrário do que estavam a fazer os brasileiros, todo dentro do maior sigilo. No entanto, Athaulphia seguia de férias e o seu governo não tinha nada que declarar sobre os problemas internos de outros países, apessar da onda de apoio aos rebeldes que se sentia claramente nas ruas.

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Re: O Pronunciamento do Pilar

Mensagem  Brasil em Ter Ago 16, 2011 2:08 pm

Os Primeiros Athalupios chegam ao Aeroporto Internacional de São Paulo, conhecido mais como Aeroporto de Cumbica, logo de cara já eram recebidos na alfândega por um oficial do temido "Serviço Reservado", a polícia secreta de São Paulo. Logo de início recebem hospedagem e transporte de graça e também o treinamento militar, sendo que os voluntários Athaluphios receberão o mesmo treinamento que os soldados do Serviço Reservado para operações militares em território urbano para ajudar os restantes revolucionários no Porto.

A Força Pública do Estado de São Paulo recebeu autorização para realizar treinamentos em massa dos voluntários paulistas e estrangeiros que queiram combater em Portugal. Está formado o Batalhão Bandeirante, formado por 1000 soldados paulistas, todos soldados da elite militar do Estado-Livre de São Paulo, sendo que estes soldados junto com outras centenas de milhares de paulistas e brasileiros devem chegar ainda hoje a cidade do Porto.

O Oberkomando da Aeronautica oficializou que estará fazendo dois vôos diretos São Paulo - Porto para levar armas, voluntários civis e pequenas tropas militares compostas por até 100 homens da Força Pública do Estado de São Paulo.

Já o Oberkomando do Exército cedeu para os revolucionários do Porto quatro exemplares do EE-T1 Osório, a versão nacional do M1 Abrahans.


EE-T1 Osório do Exército Brasileiro
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Re: O Pronunciamento do Pilar

Mensagem  Portugal em Ter Ago 16, 2011 4:20 pm

A injecção de fundos estrangeiros incrementa imenso o arsenal dos constitucionais. Em Leiria dá-se o inesperado... Deu-se um autêntico "Crash" das forças integralistas. As suas linhas foram completamente ultrapassadas pelas unidades de infantaria constitucional, mais leves e com maior capacidade de manobra e rapidez. Na Beira Alta continua bastião fiel ao regime, e não há avanços. Muitas das forças do "Crash de Leiria" leais ao Regime, rendem-se aos Constitucionais pedindo a liberdade em troca de combaterem pelo lado Constitucional.

As forças constitucionais avançam de tal modo que chegam a Torres Vedras quase... Lisboa está em pânico. O Regime mobiliza toda Guarda Real que pode para a defesa de Lisboa, optando uma estratégia de "Force Concentration Doctrine" uma prática da Escola de Guerra Prussiana, desconhecida dos portugueses, que se regem pela Escola de Guerra Francesa. É uma situação de desespero total. As Linhas de Torres Vedras, voltam a ser reactivadas, desde a 2ª Guerra Mundial que não viam vida, mais as linhas de finais do século XIX voltam a ter tropas. E o tudo por tudo em Lisboa. Desguarnece-se Abrantes, e passa-se tudo para o lado de lá do rio Tejo.

A guerra torna contornos graves e de delicado trato. A Guarda Real é uma das melhores forças do mundo, a autêntica guarda pretoriana da Coroa. Os constitucionais são uma força composta por regimentos de linha sediciosos e voluntários.

Há um estagnar do conflito... Só mediante um bloqueio naval, e um "terror aério" é que se consegue fazer cair Lisboa. Há quem tenha a esperança que o regime se renda, ou o Rei tome uma posição. A população na sua maioria é indiferente, e até chega ao ponto de insultar os soldados por andarem a "foder tudo"...

Há mensagens incessantes a Richard para que use a frota britânica para intimar Lisboa a render, e o Rei a provocar a queda do governo, e jurar Constituição. Do Regime, o novo Secretário de Estado do Reino, António Firmo Felner, através do embaixador em Londres faz incessantes pedidos para "macerar o Porto até ás bases" e bombardear pontos dos "piratas do Porto".


Em Angola e Moçambique com as costas livres em Portugal, centenas de soldados são embarcados rumo a Portugal para o cerco a Lisboa. Estas forças irão desembarcar em Olhão, que está no controlo total dos Liberais, e seguir para norte para cercar Lisboa.

Santa Anna por seu turno recorrendo a embarcações da Companhia das Índias embarca rumo á Galiza para a "Libertação Total", são centenas de homens.

Os Liberais fazem uma requisição ao Imperador Maximilien do Brasil, para que licencie e liberte as tropas de Ávila que queiram lutar pelo Constitucionalismo.

As Flores estão completamente isoladas, e o Vice-Rei reduzido á sua máxima inexpressividade. Perdendo o controlo sobre Moçambique. Contudo tem o poder ainda sobre a Armada das Índias que a coloca ao largo de Moçambique fazendo um bloqueio naval, e conseguindo impedir a saída das tropas constitucionais para Portugal.

Por seu turno Ribadavia, tenta tomar Cádiz, desembarcando marinheiros na cidade. A frota Carlista ficou intimidada, navios mais antigos, e menor poder de fogo foram as razões da retirada para Cartagena. Madrid perde o controlo total sobre a Catalunha, o País Basco, e na Galiza apenas controla Ferrol e Corunha, que se encontram cercadas. Os Requetés aliados ao Exército leal a Madrid estão numa resistência insana, recusando toda a proposta de rendição. Uma pequena frota de Contra-Torpedeiros (Destroyers) coloca algum fogo sofre Ferrol, apesar dos danos nefastos causados pela artilharia terrestre, podendo ter que se retirar em breve...

Madrid resiste estoicamente a tudo, os Carlistas tem muitos anos de resistência face ao regime... São extremamente determinados, e têm ao contrário dos Integralistas de Portugal, uma consciência religiosa, o que os motiva imenso para a guerra. Para eles os Liberais não passam de ateus, ou se tanto "Laicos", são uma ameaça a Deus e Espanha, têm de ser aniquilados. Isso é o amiude do seu ânimo e resistência insana. Madrid promete uma guerra longa e sangrenta, para além de Castela, Leão e a Andaluzia estarem todos do lado dos Carlistas, especialmente Castela.

Há já Historiadores que ousam designar esta guerra a 3ª Guerra Carlista... E muitos dizem, não sabem se desta é de vez que o poder Carlista irá imperar sobre Espanha.

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Re: O Pronunciamento do Pilar

Mensagem  Portugal em Ter Ago 16, 2011 4:37 pm

(Continuação)

Os Liberais enquanto perdura a calmaria, começam a organizar-se. Ordenanças e Milícias que estão a operar debaixo de seu comando são organizadas com o nome de Guarda Nacional, e entregues á mão dos municípios. Será o mesmo que dizer que estão extintas... Mediante um decreto da Junta do Porto, por ideia de Corte Real...

Estas tropas serão literalmente as tropas de 2ª Linha, destinadas meramente a defesa.

Os Estrangeiros continuam a ser organizados debaixo dos "Batalhões de Voluntários", existindo neste momento vários Batalhões de Voluntários Brasileiros (Brasileiros e Baianos), e em formação encontra-se um Batalhão de Voluntário Athaulphicos.

Há ainda vários Batalhões de Voluntários portugueses, são corpos formados de emergência... Destaca-se o Batalhão de Voluntários da Industria do Porto, composto por operários da cintura industrial do Porto...

Há ainda 4 Batalhões Académicos, formados exclusivamente por Estudantes, e comandados por oficiais do Exército... O seu uniforme é bizarro... Combatem de Batina, com a gola fechada, e são comandados por oficiais militares.

De momento estão em formação mais 2 Batalhões Académicos, em Coimbra.


Em Lisboa há a formação de Batalhões Académicos para combater os constitucionalistas... Contudo são fardados com farda especifica de cor preta. E está programada a criação de 6 Batalhões Académicos.

Em Lisboa formam-se mais dois corpos irregulares:

Regimento de Voluntários Reais do Comércio, composto por individuos ligados a profissões "de escritório"...

Legião Lisbonense, composto por adeptos do integralismo. Quem diz Legião, diz Regimento...



Quanto á Guarda Nacional... O equipamento deixa muito a desejar, nomeadamente por ser proveniente das Ordenanças, o que basicamente se poderá dizer que é obsoleto ou então próximo do obsoleto... O Arsenal do Porto começa a produzir em massa FBPs M/963, pistolas metralhadoras faceis e baratas de produzir. Destinam-se essêncialmente á Guarda Nacional, visto que muitos ainda se encontram equipados com espingardas de repetição.

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Re: O Pronunciamento do Pilar

Mensagem  URS em Ter Ago 16, 2011 7:26 pm

A situação em Portugal é o sonho molhado do Conselho e do Comando Militar. Fosse qual fosse o resultado, Portugal iria atravessar uma crise financeira e política decorrente desta guerra civil.

As Repúblicas com território próximo de território português elevam o seu nível de alerta, mas nada mais. Os generais apenas apreciam o espectáculo proporcionado por portugueses e espanhóis.
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Re: O Pronunciamento do Pilar

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